Geral 05/08/2016 - 18:53:58
Gerenciador eletrônico de exames de DNA concorre ao Prêmio Innovare
Além da celeridade nos processos de investigação de paternidade, ferramenta também proporciona grande avanço nos indicadores sociais

O servidor Cleógenes Rizzo explicou como funciona o programa. Foto: Anderson Moreira O servidor Cleógenes Rizzo explicou como funciona o programa. Foto: Anderson Moreira
Consultor do Prêmio Innovare conhece boas práticas do TJ/AL

O gerenciador eletrônico de exames de DNA, desenvolvido pela Diretoria de Tecnologia da Informação (Diati) do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), está concorrendo ao Prêmio Innovare. O programa foi apresentado pelo idealizador do projeto, Cleógenes Rizzo, ao consultor Innovare em Alagoas, Marcelo Brabo, na tarde desta sexta-feira (5), na Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal). 

    Com o gerenciador eletrônico, os processos relacionados à investigação de paternidade ganharam mais celeridade. A implantação de exames de DNA pela saliva, ao invés do convencional exame de sangue, também colaborou com a agilidade.

    Para o consultor Marcelo Brabo, a ferramenta possui uma dimensão social enorme. “A perspectiva é de que se possa ter melhores resultados, principalmente quanto ao vetor tempo. Além de poder trazer cidadania e dignidade, não só para a mãe, mas notadamente para a criança, que vai ter a oportunidade de saber e reconhecer quem é o seu pai, e ser assistida devidamente.”

    Ainda de acordo com o consultor, a participação no Prêmio gera a expectativa de que outros órgãos públicos do país adotem a utilização do gerenciador, buscando facilitar esses processos de paternidade.

    “Temos uma previsão contratual de 150 exames por mês, o que antes era de 120; e durante o ano, 1800, em todo o estado. Portanto, o tempo de investigação já diminuiu muito”, afirmou o idealizador do projeto, Cleógenes Rizzo.

    A ferramenta também proporciona grande avanço nos indicadores sociais, conforme explicou o juiz coordenador de projetos especiais da Esmal, Hélio Pinheiro.

    “Os indicadores sociais estabelecem quem são as pessoas que não reconhecem voluntariamente a paternidade de uma criança, e nós descobrimos que, normalmente, são pessoas solteiras, desempregadas, com baixa renda e baixa escolaridade. Tudo isso é importantíssimo para que os órgãos públicos consigam implementar políticas públicas visando suprimir essas realidades”, disse o magistrado.

    O Projeto Juízo Proativo e o Programa Moradia Legal II do Judiciário alagoano também estão concorrendo à premiação.


Karina Dantas - Dicom TJ/AL

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