Cleógenes Rizzo apresenta, em números, a economia do Judiciário nos últimos meses
Pequenas mudanças administrativas possibilitaram uma economia expressiva ao Poder Judiciário alagoano e ao meio ambiente no mês de julho. Desde o dia 2, após determinação recomendada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o horário de funcionamento dos órgãos e setores administrativos e jurisdicionais do Judiciário foi alterado, economizando cerca de R$ 22 mil em energia elétrica no primeiro mês de vigência da resolução 7/2008 e, com a perspectiva de implantação de novas medidas, estima-se que esse valor chegue a R$ 40 mil por mês até o final de setembro.
O “horário de pico”, quando se gasta mais energia, está entre 18h e 22h, segundo a Companhia Energética de Alagoas (Ceal). Antes funcionando das 13h às 19h, o expediente de trabalho dos órgãos da 1ª instância (comarcas, varas e juizados da capital e do interior) agora é de segunda à sexta-feira, das 7h30 às 13h30, e os órgãos da 2ª instância (TJ/AL e Corregedoria) funcionam de segunda à sexta-feira, das 07h30 às 17h. Ou seja, o período de tempo de maior gasto foi excluído.
Segundo o diretor administrativo do TJ/AL, Cleógenes Rizzo, o prédio sede do TJ/AL economizou 30,3% de energia e o Fórum Central de Maceió economizou 21,32%. “Queremos atingir uma meta de 40% em todo o Estado, daqui a dois meses. Estamos analisando a demanda do Fórum e estamos tentando ajustar o horário da Corregedoria, que ainda funciona até as 19h30 internamente. Iremos disponibilizar salas extras com outro tipo de refrigeração para que eles possam atender além do horário recomendado pelo CNJ. Vamos desligar as centrais de ar até as 17h. O horário será seguido à risca”, garantiu Rizzo.
Para evitar ainda mais o desperdício de energia, a Diretoria Administrativa (Darad) planeja a implantação de bancos capacitores nos prédios do Poder. O equipamento será instalado paralelamente com geradores, que não são computados dentro dos contratos de demandas com a Ceal. “Ao invés de passar para a rede externa, a energia que não utilizamos será retida e transformada em energia renovada. Esses bancos capacitores reaproveitarão a energia que seria desperdiçada”, explicou o supervisor administrativo Raimundo de Melo Barbosa.
De acordo com os administradores, o contrato de demanda com a Ceal foi baseado no consumo de 335 kilowatts e a demanda consumida atualmente, após a mudança do horário de funcionamento, é de 250 kilowatts. Para economizar ainda mais, o contrato deve sofrer ajustes e ser revisado pela Darad, dentro de 30 dias. “É um trabalho que começou há dois anos, com um monitoramento mensal do consumo de energia no Poder Judiciário”, esclareceram.
Metas compartilhadas
Além ações administrativas, a Darad pretende iniciar uma campanha de conscientização com juízes, servidores e funcionários que atuam no Judiciário alagoano. “Essa será nossa maior luta, porque o desperdício de energia é cultural. Iremos reforçar os pedidos para que apaguem a luz, desliguem equipamentos eletrônicos que não estejam sendo utilizados, entre outras medidas, que todas as unidades devem adotar”, afirmou Barbosa.
Assim como as iniciativas que promovem a virtualização de trâmites na Justiça brasileira, como o Sistema de Automação do Judiciário (SAJ), o Sistema Judicial de Processo Eletrônico (Projudi), desenvolvidos pelo CNJ, e o Sistema Administrativo Eletrônico (Sisproad) – criado pela Diretoria de Tecnologia da Informação (Diati) do TJ/AL –, as medidas planejadas pela Darad aliam redução de custos e preocupação ambiental. “A iniciativa do CNJ para que a mudança de horário acontecesse se deu para diminuir o impacto causado pelo gasto excessivo de energia elétrica, e é isso que temos como meta: planejar e pôr em prática maneiras de economizar ainda mais, criando um ambiente ecologicamente viável dentro do Judiciário”, ratificou Rizzo.
Adotadas as três medidas – a instalação dos bancos capacitores, a revisão do contrato com a Ceal e a iniciação de uma política de conscientização de pessoal –, a Darad pretende atingir sua meta de redução de gastos com energia elétrica em todos os órgãos do Poder Judiciário de Alagoas.













