Geral 14/07/2017 - 13:42:36
Reunião debate padronização de procedimentos para projeto de apadrinhamento
Representantes de abrigos deverão enviar informações e sugestões para a 28ª Vara Cível no prazo de 10 dias

Juíza Fátima Pirauá ressaltou bons resultados do projeto desenvolvido pela 28ª Vara Civel Juíza Fátima Pirauá ressaltou bons resultados do projeto desenvolvido pela 28ª Vara Civel

A padronização dos procedimentos para habilitação no projeto de apadrinhamento, desenvolvido pela 28ª Vara Cível da Capital (Infância e Juventude), foi debatida com representantes de entidades de acolhimento, nesta sexta-feira (14), na sede da Corregedoria-Geral da Justiça. O projeto conta com o apoio da equipe técnica da Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude (Ceij), que atende, às segundas-feiras, no período da tarde, na 28ª Vara, os pretendentes que desejam apadrinhar crianças e adolescentes que estão nos abrigos.

Durante a reunião, os representantes dos abrigos informaram como era realizado o apadrinhamento antes do projeto, ressaltando a necessidade de haver um acompanhamento para solucionar eventuais demandas de padrinhos e apadrinhados. Em 10 dias as entidades de acolhimento deverão enviar informações e sugestões para a 28ª Vara acerca do projeto, no e-mail: mariamoreiramalta@tjal.jus.br.

A juíza titular da 28ª Vara Cível, Fátima Pirauá, ressaltou que o projeto vem tendo uma boa receptividade, contando com a adesão de pessoas físicas e também de empresas interessadas em apadrinhar. “Já vimos que é algo que dá certo e cada vez mais estamos buscando conquistar adeptos, divulgando nossas ações”, ressaltou.

Segundo Kelly Marques Luz, representante da Ong Aldeias Infantis, o projeto tem mudado a realidade de crianças e adolescentes com dificuldade para adoção. “Atualmente temos na entidade seis crianças, entre elas grupos de irmãos. Recebemos o projeto de forma positiva, pois ele vem ampliando o espaço de convivência, necessário para quando eles saírem do abrigo. Alguns padrinhos se transformam em adotantes. Temos dois com guarda provisória”, afirmou.

A reunião contou com a participação da juíza auxiliar da Corregedoria, Laila Kerckhoff, da assistente social Elisângela Ferreira e da psicóloga Camila Loiola, que fazem parte da Ceij, da psicóloga da 28ª Vara, Fátima Malta e de representantes do Lar Batista, LACA, Acolher, Rubens Colaço e Casa de Passagem Luzinete Soares.

Projeto de apadrinhamento

O projeto de apadrinhamento foi instituído em junho de 2016, pela 28ª Vara Cível da Capital. Existem três modalidades de apadrinhamento previstas no projeto: A afetiva, que busca proporcionar um convívio mais direto com a criança ou adolescente, que passa a frequentar a casa dos seus padrinhos nos fins de semana e férias, vivenciando a dinâmica familiar; a financeira, na qual a pessoa pode pagar um curso profissionalizante ou um tratamento médico para o apadrinhado, por exemplo e a de prestador de serviço, disponibilizando seu trabalho para atender as necessidades das crianças.

Para apadrinhar é necessário preencher a ficha de inscrição, disponível no site da Ceij clique aqui, imprimir e levá-la até a 28ª Vara Cível, que funciona na rua Hélio Pradines, nº 600, na Ponta Verde. Quem pretende oferecer apadrinhamento afetivo, deve apresentar atestado de idoneidade (junto com a cópia do RG da pessoa que atesta) e atestado de saúde física e mental (feito por psiquiatra ou clínico geral). Mais informações sobre o projeto de apadrinhamento podem ser vistas.

Emanuelle Oliveira - Ascom CGJ/AL
(82) 4009-7167 / 99616-1028