Reunião debate padronização de procedimentos para projeto de apadrinhamento
Representantes de abrigos deverão enviar informações e sugestões para a 28ª Vara Cível no prazo de 10 dias
Juíza Fátima Pirauá ressaltou bons resultados do projeto desenvolvido pela 28ª Vara Civel
A padronização dos procedimentos para habilitação no projeto de apadrinhamento, desenvolvido pela 28ª Vara Cível da Capital (Infância e Juventude), foi debatida com representantes de entidades de acolhimento, nesta sexta-feira (14), na sede da Corregedoria-Geral da Justiça. O projeto conta com o apoio da equipe técnica da Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude (Ceij), que atende, às segundas-feiras, no período da tarde, na 28ª Vara, os pretendentes que desejam apadrinhar crianças e adolescentes que estão nos abrigos.
Durante a reunião, os representantes dos abrigos informaram como era realizado o apadrinhamento antes do projeto, ressaltando a necessidade de haver um acompanhamento para solucionar eventuais demandas de padrinhos e apadrinhados. Em 10 dias as entidades de acolhimento deverão enviar informações e sugestões para a 28ª Vara acerca do projeto, no e-mail: mariamoreiramalta@tjal.jus.br.
A juíza titular da 28ª Vara Cível, Fátima Pirauá, ressaltou que o projeto vem tendo uma boa receptividade, contando com a adesão de pessoas físicas e também de empresas interessadas em apadrinhar. “Já vimos que é algo que dá certo e cada vez mais estamos buscando conquistar adeptos, divulgando nossas ações”, ressaltou.
Segundo Kelly Marques Luz, representante da Ong Aldeias Infantis, o projeto tem mudado a realidade de crianças e adolescentes com dificuldade para adoção. “Atualmente temos na entidade seis crianças, entre elas grupos de irmãos. Recebemos o projeto de forma positiva, pois ele vem ampliando o espaço de convivência, necessário para quando eles saírem do abrigo. Alguns padrinhos se transformam em adotantes. Temos dois com guarda provisória”, afirmou.
A reunião contou com a participação da juíza auxiliar da Corregedoria, Laila Kerckhoff, da assistente social Elisângela Ferreira e da psicóloga Camila Loiola, que fazem parte da Ceij, da psicóloga da 28ª Vara, Fátima Malta e de representantes do Lar Batista, LACA, Acolher, Rubens Colaço e Casa de Passagem Luzinete Soares.
Projeto de apadrinhamento
O projeto de apadrinhamento foi instituído em junho de 2016, pela 28ª Vara Cível da Capital. Existem três modalidades de apadrinhamento previstas no projeto: A afetiva, que busca proporcionar um convívio mais direto com a criança ou adolescente, que passa a frequentar a casa dos seus padrinhos nos fins de semana e férias, vivenciando a dinâmica familiar; a financeira, na qual a pessoa pode pagar um curso profissionalizante ou um tratamento médico para o apadrinhado, por exemplo e a de prestador de serviço, disponibilizando seu trabalho para atender as necessidades das crianças.
Para apadrinhar é necessário preencher a ficha de inscrição, disponível no site da Ceij clique aqui, imprimir e levá-la até a 28ª Vara Cível, que funciona na rua Hélio Pradines, nº 600, na Ponta Verde. Quem pretende oferecer apadrinhamento afetivo, deve apresentar atestado de idoneidade (junto com a cópia do RG da pessoa que atesta) e atestado de saúde física e mental (feito por psiquiatra ou clínico geral). Mais informações sobre o projeto de apadrinhamento podem ser vistas.
Emanuelle Oliveira - Ascom CGJ/AL
(82) 4009-7167 / 99616-1028













