Representantes de consulados norte-americanos visitam a Corregedoria
Adoções internacionais foram debatidas durante o encontro; procedimento não sofreu nenhuma alteração com o novo governo dos EUA
Desembargador Paulo Lima recebe cônsules na Corregedoria-Geral (Foto:Vítor Menezes)
O corregedor-geral da Justiça, desembargador Paulo Lima, recebeu, no último dia 26, representantes dos Consulados Norte-Americanos do Rio de Janeiro e de Pernambuco. O encontro, que aconteceu na sede da Corregedoria Geral da Justiça (CGJ/AL), faz parte de uma série de visitas de cortesia que estão sendo realizadas em todo Brasil, para discutir os trâmites necessários para a adoção internacional.
O corregedor Paulo Lima elogiou o trabalho realizado nos consulados. “Considero o trabalho de vocês uma missão de Deus. Acredito que a adoção é um gesto de amor”, concluiu.
Durante a reunião, os cônsules reiteraram que a política de adoção internacional nos Estados Unidos da América (EUA) não sofreu nenhuma modificação com o novo governo.
“No momento em que a criança ingressa nos EUA ela já é considerada uma cidadã americana. Nenhuma modificação foi feita desde 2000, ou seja, em nenhum momento a criança ficará com situação irregular”, explicou Clarissa Oliveira, supervisora do setor de emigração do Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro.
Janaína Brito, assistente consular para o cidadão americano no Brasil, ressaltou que a adoção internacional auxilia no acolhimento de crianças com idade mais elevada, o que não é comum no Brasil. “A média de idade das crianças adotadas no Brasil é de até três anos, enquanto nos Estados Unidos essa média sobe para 13 anos”, explicou.
Convenção de Haia
Todas as adoções internacionais seguem os parâmetros estabelecidos pela Convenção de Haia, criada em 1961. A Convenção de Haia é um Tratado Internacional que visa simplificar o processo de autenticação de documentos a serem usados no exterior para regularização de cidadãos.
Três instituições realizam o processo de adoção de crianças brasileiras em países norte-americanos. São elas: Across the World Adoption, Hand in Hand Internetional Adoption e Lifeline Children’s Service. Atualmente, 21 casais estão na fila de espera para adotar crianças brasileiras.
Vitor Menezes - Ascom CGJ/AL
(82) 4009-7167













