Subdiretor-geral destaca importância de menores aprendizes na estrutura do TJ
Durante reunião com Walter Santos, adolescentes falaram de suas experiências executando funções em diferentes setores do Judiciário
Subdiretor Walter Santos se reuniu com os menores aprendizes nesta terça-feira (8). Foto: Caio Loureiro
“O que eu aprendi aqui vou levar para o mercado de trabalho e para minha vida, porque foram dois setores, cinco chefes, então foi um grande aprendizado com cada um. Nessa reta final estou dando ainda mais o meu melhor, porque o esforço é o que vai garantir o meu futuro”. É assim que pensa Igor Willamys, um dos menores aprendizes do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), que participou de encontro com o subdiretor-geral Walter Santos, nesta terça-feira (8).
Cursando o 3º ano do Ensino Médio, o adolescente, que enxerga a participação no projeto como uma oportunidade, pretende prestar vestibular no final deste ano. “Eu quero fazer Direito e o TJ me influenciou muito nisso. Mas eu não quero parar por aí, quero fazer concurso para Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal ou para delegado”, contou o jovem de 17 anos, que está em seu último mês de contrato como Menor Aprendiz.
O subdiretor-geral do TJAL, Walter Santos, reuniu-se com os menores aprendizes para conversar sobre a importância de suas funções dentro dos setores, passar orientações e saber como está sendo a experiência para eles. Esse acompanhamento também é uma preocupação do presidente do Tribunal, desembargador Otávio Praxedes, tendo em vista a importância do projeto na vida desses jovens.
“É uma atividade fundamental para o Tribunal e eu não me refiro à questão da mão-de-obra apenas. A preocupação maior é com a questão social. Alguns desses menores chegam aqui em situação de vulnerabilidade, vindos até de instituição de acolhimento. E nós ficamos muito preocupados em conversar, procurar entender as dificuldades deles, porque a intenção é formar cidadãos ”, destacou Walter Santos.
Maíra Beatriz também está no fim do seu contrato, que começou há um ano e onze meses na Diretoria Adjunta de Controle Interno (Diaci). “Aprendi tudo o que me foi ensinado e vou levar para o resto da minha vida”, disse. Ela já se inscreveu no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com o objetivo de cursar Administração e se aprofundar mais ainda na área.

Servidores Walter Santos e Gleide Guedes com os jovens aprendizes do TJAL. Foto: Caio Loureiro
Oportunidade para os adolescentes
O projeto recebe adolescentes de 14 a 18 anos, que podem atuar no TJAL por até dois anos. Atualmente, 35 jovens auxiliam nas atividades administrativas do órgão. Entre eles, seis são de instituições de acolhimento.
Para a coordenadora do projeto, Gleide Guedes de Farias, é gratificante ver o crescimento de cada um desses meninos e meninas. “Eles sempre se saem muito bem. São meninos que no início não sabem nem como chegar no centro pra vir trabalhar, muitas vezes. Depois de seis meses, eles já estão prontos para fazer qualquer coisa que precisarem, apresentando um ótimo desenvolvimento”, destacou.
A coordenadora explicou ainda que os adolescentes passam por capacitação ao chegar ao TJ. “Eles são apresentados à estrutura do Tribunal e têm aulas e orientações de como devem se comportar e do trabalho que será desempenhado”, contou Gleide Farias.
A experiência no TJAL também foi uma influência positiva para Eduardo Jonathan. O garoto de 17 anos atua há um ano e dois meses na Diretoria Adjunta de Contabilidade e Finanças (Diconf). Cursando também o 3º ano do Ensino Médio, prestará vestibular para Direito. Ele ressaltou ainda o incentivo que recebe também da coordenadora do projeto.
“Ela [Gleide] cobra da gente o certo e está sempre preocupada com o nosso futuro e com o nosso bem-estar. Tanto é que tudo que ela vê de notícias de vestibular e concursos, ela quer que a gente faça. Sempre nos aconselha, conversa, sempre querendo o nosso melhor”, comentou o adolescente.
Graziela França - Dicom TJ/AL
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