Esmal 14/05/2018 - 18:14:08
Juíza Ana Florinda ministra palestra sobre afetividade nas relações familiares
Ação promovida pelo Cidadania e Justiça na Escola também contou com a psicóloga Katiana Rêgo como palestrante

Juíza Ana Florinda coordena o Núcleo de Promoção da Filiação do TJ/AL. Juíza Ana Florinda coordena o Núcleo de Promoção da Filiação do TJ/AL. Foto: Mathilde Van Brussel
Jovem Juiz: estudantes acompanham o dia de trabalho de um magistrado

Mais de 200 pais, mães, estudantes, professores e gestores da Escola Municipal Padre Pinho se reuniram, na manhã de sexta-feira (11), para refletir sobre a importância da afetividade e os reflexos das relações familiares no ambiente escolar.  A ação aconteceu na própria escola, localizada no bairro Cruz das Almas, e se deu por meio de palestras ministradas pela juíza Ana Florinda Dantas e pela psicóloga Katiana Rêgo de Lima Neto. O evento foi promovido pela Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal), através do Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE). 

Rose Mary de Lima Santos, de 37 anos, era uma das mães presentes no encontro.  Sempre ao lado de sua filha caçula, que estuda na escola, ouviu atenta as orientações das profissionais sobre uma educação mais amorosa e com o contato mais próximo entre pais e filhos.  “Não fui educada dessa forma, não tive muito abraço, muito carinho, mas não queria para a minha filha o que eu vivi, queria algo melhor”, relatou. 

Sara de Lima Santos, 12 anos, que cursa o 7º ano do ensino fundamental, elogiou a mãe e a criação que tem recebido. “Ganho muito carinho, muito beijo. Ela vem sempre aqui na escola me trazer e me buscar, isso me deixa muito segura, eu gosto”, explicou a menina.

Evitar que situações de conflito familiar, muitas vezes causadas pela falta de afeto e de diálogo, evoluam e se transformem em questões mais graves foi uma das finalidades  da ação do PCJE. Segundo a juíza Ana Florinda, que atua na da 22ª Vara Cível da Família e coordena o Núcleo de Promoção da Filiação, a Justiça acaba sendo o receptáculo desses problemas, quando não são  resolvidos no âmbito familiar.



Mãe e filha, Rose Mary e Sara, apostam na educação permeada de afeto e diálogo.  Foto: Mathilde Van Brussel


“Quando a questão está em um nível de muita litigiosidade, com famílias desestruturadas, o Judiciário acaba tendo que resolver. Assim, em face da complexidade da situação nessa escola, queremos fazer um novo encontro, formando grupos de discussão para falar sobre esses temas de modo mais aprofundado”, afirmou Ana Florinda. 

A psicóloga Katiana Rêgo de Lima Neto, que também atua no Núcleo, concorda com a magistrada. Ela contou que a escola está passando por uma série de dificuldades, e por isso as atividades promovidas pelo PCJE são ainda mais essenciais. “Precisamos conversar com os jovens e suas famílias sobre resiliência, que é a capacidade de enfrentar uma situação de conflito de forma assertiva”, ponderou. 

Algumas das situações de dificuldade que tem acontecido na instituição de ensino, conforme a diretora Nereide Oliveira dos Santos, são os desentendimentos entre estudantes, que resultam em bullying.  “Compreendemos essa  palestra como uma espécie de convite para que as famílias se aproximem ainda mais da escola e dos seus filhos. Temos consciência dos nossos desafios,  mas saber que contamos com a Esmal como parceira para vencê-los  sem dúvida facilita essa trajetória”, ressaltou. 

Carolina Amâncio - Esmal TJ/AL

imprensa@tjal.jus.br - (82) 2126-5378