Esmal 22/05/2018 - 15:38:45
Seminário sobre paz, cidadania e justiça lota auditório da Esmal
Controle de armas e direitos humanos foram alguns dos temas abordados; evento reuniu mais de 260 pessoas

Diretor-geral da Esmal, Fernando Tourinho, participou do encontro. Diretor-geral da Esmal, Fernando Tourinho, participou do encontro. Foto: Itawi Abuquerque
Estudantes participam de seminário sobre a cultura da paz na Esmal

O Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE), em parceria com a organização não governamental Maceió Voluntário, promoveu, nessa segunda-feira (21), o seminário “Educação pela paz, cidadania e justiça – eu apoio!”. Cerca de 260 estudantes das escolas municipais João Sampaio e Elizabeth Anne Lyra Lopes, e da Escola Estadual Edmilson Pontes, compareceram ao auditório da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal) para participar das atividades. O evento foi aberto ao público e reuniu ainda servidores do Judiciário e pessoas da comunidade interessadas no assunto. 

O diretor do Instituto Sou da Paz, Ivan Marques, marcou presença no evento e falou sobre o controle de armas e a redução de homicídios. “A segurança pública precisa ser pensada como um sistema, que não une apenas os aparatos da segurança pública tradicionais, como as polícias e as secretarias de segurança, mas também outras partes que compõem esse esquema e cooperam para a promoção dessa sensação de segurança e a possibilidade das pessoas viverem em paz”, disse.

“É fundamental que assuntos como o controle de armas, educação, direitos humanos e cultura de paz sejam parte de um único sistema, para que a gente possa transformar uma sociedade violenta, que acaba transformando boa parte da sua energia em violência, em um lugar mais seguro e pacífico”, finalizou. 

O coordenador de Projetos Especiais da Esmal, juiz Anderson Passos, também ministrou palestra e destacou a importância da promoção de eventos como esse. “Buscamos sempre a educação como instrumento de pacificação social. Hoje reunimos pessoas que tem um grande conhecimento na área para conversar com os estudantes e ampliar o horizonte deles com muita informação”, disse.


Mais de 260 pessoas lotaram o auditório da Esmal para participar de seminário sobre paz, cidadania e justiça. Foto: Itawi Albuquerque

Para o diretor-geral da Esmal, desembargador Fernando Tourinho, é de extrema importância a participação do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) no processo de educação. “Ocupar esse espaço com pessoas que queiram debater assuntos importantes como esses é o maior sentido dessa instituição. E o trabalho desenvolvido pela equipe do PCJE é um dos mais relevantes do Poder Judiciário porque está trabalhando com o amanhã, com os jovens”, afirmou o desembargador.

Trabalho integrado

“Essa parceria é muito importante para a nossa sociedade porque precisamos da união de forças interessadas em promover a paz e a educação. Quando o aluno recebe uma instrução adequada, ele se torna uma peça ativa, atuando em prol da evolução e melhoria do ambiente em que ele estuda e convive com outros jovens”, avaliou a presidente do Maceió Voluntário, Maristela Pozitano, sobre o trabalho realizado em conjunto com o PCJE.

Ao longo da palestra, a escritora falou sobre a promoção da cultura de paz respeito, e da necessidade da discussão do currículo oculto da violência presente em nossa sociedade.

“Nós estudamos sobre os homens que mais mataram nas guerras, mas não aprendemos sobre aqueles que usaram ferramentas sociais para manter a paz. Defendemos a vida e fazemos a troca de heróis, estudando pacificadores que utilizaram da política correta para promover coisas boas, como Mahatma Gandhi, Martin Luther King e Madre Teresa de Calcutá”, afirmou Maristela Pozitano.

Especialista em educação, Rita Ipollito também conversou com o público do seminário e tratou das nuances dos direitos humanos no cotidiano. “Devemos dialogar sobre respeito ao ser humano, sua diversidade e individualidade. É necessário que os adolescentes compreendam seus direitos e também saibam seus deveres na sociedade. Além disso, também devemos debater sobre a questão da violência sexual contra a criança e o adolescente e o que isso significa na vida das pessoas, e como a educação deve se preparar para o enfrentamento de um fenômeno que viola qualquer tipo de direito”, explicou.

Rebecca Bastos - Esmal TJ/AL

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