PCJE: alunos da rede pública participam de palestra sobre trabalho infantil
Ação educativa aconteceu durante visita à Biblioteca Estadual Graciliano Ramos, nesta sexta-feira (8)
Alunos da Escola Estadual Theonilo Gama visitaram a biblioteca nesta sexta (8). Foto: Rebecca Bastos
O Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE) levou cerca de 40 alunos da Escola Estadual Theonilo Gama, na manhã desta sexta-feira (8), para um passeio na Biblioteca Estadual Graciliano Ramos. Na oportunidade, os jovens também participaram de uma palestra intitulada ‘Criança não se desenvolve trabalhando. Criança se desenvolve estudando e brincando’, foi ministrada pela procuradora do Trabalho Virgínia Ferreira.
Empolgada por estar visitando a biblioteca pela primeira vez, Daiane Teles de Oliveira, de 16 anos, ficou encantada com o espaço e afirmou que a conversa sobre trabalho infantil foi muito proveitosa. “Eu achei muito importante para gente que é adolescente e que ainda está aprendendo a viver e a entender como funciona a sociedade. Também gostei muito do lugar e fiquei muito apaixonada pelos livros, pelas máquinas de escrever, por tudo mesmo”, contou.
Representante do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção do Adolescente Trabalhador, a procuradora do Trabalho Virgínia Ferreira falou sobre a relevância de um momento como esse ao lado dos jovens. “É importante que eles saibam a importância de estudar. Nesse aspecto, a iniciativa do PCJE de trazer os alunos para a biblioteca, um local onde a pessoa pode adquirir conhecimento, é determinante para o futuro de muitos deles”, disse.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2016, 190 mil crianças de até 13 anos estavam trabalhando. Na faixa etária entre 14 e 17 anos, eram 808 mil em situação ilegal. Ao todo, 1,8 milhão exerciam algum tipo de atividade.
“Toda a sociedade, o poder público e família de cada criança tem o dever de protegê-la e de garantir que ela tenha acesso a todos os seus direitos, para que ela se desenvolva plenamente e, chegando à idade adulta, tenha consciência dos seus direitos e não se deixe explorar”, afirmou a procuradora Virgínia Ferreira.
Para a professora Charlene de Barros, que acompanhou a turma ao longo da atividade, o tema proposto é uma novidade para os estudantes enquanto objeto de discussão, mas é parte da vivência e está presente, de alguma forma, no cotidiano deles.
“O trabalho infantil está associado com a distância da educação. Quando a criança trabalha, não tem tempo para evoluir, estudar e ampliar os conhecimentos. É importante conversar com eles sobre isso porque, quando chegam ao ensino médio, ficam preocupados em trabalhar para dar um suporte em casa e muitas vezes se afastam da escola”, afirmou.
Conhecendo a biblioteca
As ações culturais fazem parte das atividades da biblioteca estadual e contam com a parceria da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal), por meio do Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE).
Durante o ‘Bibliotur’, os estudantes aprenderam sobre os direitos e deveres do cidadão, e a preservação do patrimônio público. Eles tiveram a oportunidade de conhecer o acervo biblioteca pública.
Rebecca Bastos - Esmal TJ/AL
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