Cidadania e Justiça capacita professores da rede pública para serem mediadores de leitura
Participando de oficina de contação de histórias, educadores se preparam para encorajar estudantes a ingressarem no mundo dos livros
A ideia do projeto do Cidadania e Justiça é capacitar e formar multiplicadores. Foto: Rebecca Bastos
No Brasil, 54% dos alfabetizados não leem poesias, romances e contos por vontade própria. Os dados, obtidos através de uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), no ano de 2016, não são nada animadores. Indo na direção contrária e tentando reverter essa situação, o Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE), em parceria com a 1° Gerência Regional de Educação (1° Gere), promoveu, na manhã desta terça-feira (26), a primeira edição da “Formação de Mediadores de Leitura”.
Cerca de 50 participantes, entre professores e coordenadores de escolas da rede pública de Maceió, Paripueira e Marechal Deodoro tiveram a chance de trocar informações e ouvir diversas narrativas, que foram apresentadas de forma lúdica e interativa.
“Nós entendemos que a leitura é um direito social. Atividades que estimulam o contato dos alunos com os livros precisam ser uma prática diária nas escolas. Por isso, atendendo ao pedido da 1° Gere, estamos promovendo essa oficina de contação de histórias. A nossa intenção é partilhar conhecimento, interagir com os professores e encorajá-los”, explicou a psicopedagoga e servidora do PCJE, Maria da Conceição Marques.

"Contato dos alunos com os livros precisam ser uma prática diária nas escolas",disse Conceição Marques, servidora do PCJE. (Foto: Rebecca Bastos)
Para a professora Kátia Faria, da Escola Estadual Professor Luiz Carlos, essa experiência vai enriquecer o trabalho desenvolvido nas instituições. “A cada livro que lemos para uma criança, despertamos sua curiosidade, o vocabulário dela amplia e a imaginação aflora. Esse contato dos jovens com o universo das palavras contribui muito para o aprimoramento em sala de aula”, disse.
Segundo a técnica pedagógica da 1° Gere, Chiara Campos Luz, a ideia do projeto é capacitar e formar multiplicadores. “Sabemos da competência da equipe do PCJE e vimos o trabalho maravilhoso que realizaram com os alunos da escola Mota Trigueiros. A partir daí, pensamos em convidar professores interessados para desenvolverem oficinas de contação de histórias em todos os colégios”, explicou.
Mota Trigueiros: formando jovens contadores de histórias
O ideia de realizar a formação começou a tomar forma em agosto de 2017, quando a professora Bianca Lara, que leciona a matéria de Língua Portuguesa na Escola Estadual Mota Trigueiros, convidou a equipe do PCJE para capacitar alguns alunos do Ensino Médio e transformá-los em contadores de histórias fascinados pelo universo das palavras.
“O projeto está em andamento, o incentivo a leitura é constante, ele não pode parar porque temos que despertar no público jovem o interesse por ler. É muito prazeroso ver como os estudantes estão envolvidos, querendo visitar creches e abrigos. Hoje trouxemos um clássico, a história da Chapeuzinho Vermelho, e foi muito gostoso ver como a Raquel se envolveu e fez uma excelente apresentação”, contou Bianca Lara.

Tereza Raquel Cavalcante, de 13 anos, apresentou a Chapeuzinho Vermelho para o grupo utilizando as técnicas de contação de histórias. (Foto: Rebecca Bastos)
Ao final da história, foi possível observar no olhar de Tereza Raquel Cavalcante, de apenas 13 anos, a satisfação por ter feito uma bela apresentação. “O nervosismo bate, o coração parece que para, mas no final da tudo certo. A contação de histórias é um projeto muito interessante, essa atividade ativa a criança que todos nós temos dentro. E também foi algo que me ajudou muito na questão da intepretação de texto porque a história não vem com alguém para te dizer como dever ser contada, você precisa dar vida para o personagem”, disse.
Rebecca Bastos - Esmal TJ/AL
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