Sexto concurso de redações da Esmal irá abordar o desejo de construir um mundo mais fraterno
Estudantes da rede pública poderão mostrar seus talentos; autores dos melhores textos serão premiados
Sexta edição do concurso de redações foi lançada nesta sexta-feira (10), na Esmal. Foto: Carolina Amâncio
Os estudantes de onze escolas públicas estaduais e municipais de Maceió terão a oportunidade de demonstrar sua criatividade e talento. Eles irão participar da sexta edição do Concurso de Redações promovido anualmente pela Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal). O lançamento do concurso aconteceu nesta sexta-feira (10), quando as regras da atividade educativa foram apresentadas aos professores, coordenadores e diretores das escolas participantes.
Coordenado pelo Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE), o concurso é realizado em parceria com a Secretaria de Educação do Estado (Seduc) e com a Secretaria Municipal de Educação de Maceió (Semed). Este ano, alunos do 9º ano do Ensino Fundamental da rede municipal e do 1º ano do ensino médio da rede estadual irão escrever uma redação sobre o tema ‘Educando para um mundo mais fraterno’.
“O concurso de redações vem para sedimentar tudo o que discutimos durante o ano com esses estudantes. É um momento para que eles escrevam sobre o que aprenderam, que façam uma reflexão individual sobre os temas e opinem sobre as questões polêmicas que abordamos por meio do PCJE”, explicou o juiz Anderson Passos, coordenador do Programa.
Para o desembargador Fernando Tourinho, diretor da Esmal, o concurso de redações celebra a presença do Poder Judiciário na vida de crianças e adolescentes que necessitam compreender que a Justiça não é apenas punitiva, mas que pode ter um papel extremamente positivo em suas vidas.
“Com o Cidadania e Justiça nós, do Judiciário, nos envolvemos com a sociedade de uma forma diferenciada, com a educação das novas gerações. Trocar lições com esses estudantes, com a comunidade, com os professores, é um dos trabalhos mais bonitos que temos a oportunidade de fazer”, disse.
Juiz Anderson Passos explicou para os professores que o concurso visa provocar a reflexão entre os estudantes. Foto: Carolina Amâncio
Regras do concurso
Os estudantes deverão produzir textos dissertativos com até 30 linhas sobre o tema e suas subdivisões, como direitos e deveres do cidadão, bullying, preservação do meio ambiente, estatuto do idoso, malefícios dos entorpecentes, violência doméstica, abuso sexual, cultura do estupro, Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca) e combate ao trabalho Infantil.
Todos os assuntos foram trabalhados em 2018 pelo PCJE por meio de palestras, debates, sessões de Cine Esmal, da campanha Adote um Idoso, do projeto Jovem Juiz, de caminhadas ecológicas no Parque Municipal e de visitas à Biblioteca Pública.
“As três melhores redações de cada escola serão selecionadas, primeiro, por comissões internas. Depois, a comissão julgadora do concurso, composta por três representantes da Esmal, três da Seduc e três da Semed, irão avaliar os textos e selecionar os três primeiros lugares de cada rede de ensino”, adiantou Ana Valéria Pitta, servidora do PCJE.
Todos os 33 autores selecionados na primeira etapa serão premiados com mochilas contendo kits escolares. Já os estudantes que escreverem os seis textos mais bem pontuados receberão prêmios especiais oferecidos pelo Maceió Shopping, que apoia o concurso. Os professores que orientarem os autores da melhor redação de cada rede também serão premiados.
Adalberon Nunes, professor de língua portuguesa da Escola Municipal Theonilo Gama, acredita que a iniciativa da Esmal é válida para que os alunos expandam seus conhecimentos, melhorem suas aptidões para a fala e para a escrita. “O nosso objetivo é formar escritores e leitores. O Cidadania e Justiça na Escola dá a oportunidade de os alunos descobrirem coisas novas e o resultado disso a gente consegue ver brilho no olhar no rosto deles”, parabenizou.
Crianças da escola Dom Helder Câmara encantaram os presentes com suas versões de músicas folclóricas e da MPB. Foto: Carolina Amâncio
Grupo de músicos ‘Juntos somos mais’
O lançamento do concurso de redações da Esmal foi animado pelo grupo de oito músicos e cantores mirins ‘Juntos somos mais’. Sob a orientação da professora Alizete Gomes, da Escola Municipal Dom Hélder Câmara, as crianças fizeram uma apresentação impecável, com releituras de clássicos, músicas da cultura popular brasileira, canções folclóricas oriundas dos povos indígenas do Brasil e também de nações do continente africano.
Desde 2001 a professora Alizete conduz os alunos da escola para a entrada do universo musical. Primeiro, eles aprendem a tocar flauta, depois iniciam os estudos no instrumento que desejarem, como cavaquinho, violão, pandeiro e ganzá. Ao todo, na escola, ela ministra aulas para quase cem alunos.
“Trabalho todo tipo de música de acordo com o calendário escolar e também com os acontecimentos que percebo na escola. Utilizo a linguagem musical como auxílio à alfabetização e também para promover debates sobre racismo, preconceito, intolerância religiosa e outras questões. Assim, eles aprendem de forma lúdica a respeitar as diferenças”, enfatizou a professora.
Para permanecer no grupo e fazer apresentações fora da escola, o aluno deve manter um bom aproveitamento nas disciplinas do currículo, o que, segundo a professora, é apoiado pelos pais.
Sâmia de Melo Braga, de onze anos, está no 5º ano do ensino fundamental e começou a cantar há dois. A menina também toca instrumentos de percussão e sonha em se tornar cantora profissional. “Para mim, estudar música na escola e fazer apresentações é uma junção muito boa, pois na sala de aula eu consigo aprender melhor e quando vou para o palco eu fico ainda mais feliz”, disse.
O grupo gravou um CD financiado pela professora Alizete , que gostaria de receber apoio para comprar instrumentos e roupas para serem usadas pelas crianças no momento das apresentações. Para ajudar ou saber mais sobre o projeto, basta ligar para (82) 99613-3231.
Carolina Amâncio - Esmal TJ/AL
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