Jovem juiz: estudantes de escolas públicas aprendem como funciona o Tribunal do Júri
Projeto da Esmal apresentou, nesta terça-feira (26), a rotina do magistrado John Silas a adolescentes atendidos pelo Cidadania e Justiça
Projeto é uma estratégia da Esmal para aproximar o Poder Judiciário do jovens. Foto: Rebecca Bastos
“É uma tarefa difícil estimular os jovens, fazer com que eles leiam e escrevam. Mas ao ouvir os depoimentos dos alunos que participam de atividades como esta todos acabam se sentindo mais motivados, interessados em aprender. Quando falamos que é uma ação da Esmal, eles se empenham mais, fazem questão de participar, e nós achamos ótimo”, relatou a professora da Escola Estadual Maria da Graças, Josefa Pereira, sobre a terceira participação dos estudantes da instituição no projeto “Jovem Juiz”, na tarde desta terça-feira (25), durante julgamento presidido pelo juiz John Silas, no Fórum da Capital, no Barro Duro.
Inspirado em um trabalho realizado pelo Poder Legislativo Federal, o projeto é uma iniciativa do Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE), eixo de atividades sociais da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal). No projeto, estudantes conhecem a rotina de um magistrado, acompanhando-o e aprendendo na prática sobre as funções do promotor de justiça, do defensor público ou do advogado, e do corpo de jurados em um julgamento no Tribunal do Júri.
Graziely Fernandes da Silva, de 17 anos, revelou que esta é uma oportunidade muito interessante, já que ela deseja cursar Direito. “Estou achando muito legal, é um incentivo incrível e faz com que a gente se estude mais, busque aproveitar as chances de aprender”, afirmou a jovem.

“Se eles almejam estar aqui um dia, é preciso estudar e ler bastante. Não apenas livros da área de Direito, tem que ler sobre tudo. Entender de História, Geografia e tantas outras matérias que ajudam na construção de uma base cultural e social, e vai ajudar muito quando eles entrarem na faculdade”, completou o magistrado.
De acordo com a servidora do PCJE, Maria da Conceição Mota Marques, a chance de conhecer de perto um julgamento, tendo o auxílio de um magistrado, é concedida aos alunos que se destacam em atividades propostas pelo PCJE para serem realizadas em sala de aula. “Apresentamos para eles um conflito hipotético e quem apresentar a melhor resolução, através da mediação, é selecionado”, explicou.
“Além de incentivar a leitura e a escrita, ao longo do processo seletivo, também queremos oferecer um momento para eles exercerem a cidadania, participarem efetivamente”, finalizou Maria da Conceição Marques.
Rebecca Bastos - Esmal TJ/AL
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