Desembargadora Nelma Padilha recebe homenagem póstuma de magistrados
Solenidade, realizada na Esmal, nesta sexta-feira (28), também marcou o início das comemorações dos 60 anos da Almagis
Juiz Claudemiro Avelino de Souza leu poema em homenagem à desembargadora Nelma Padilha. Foto: Caio Loureiro
A Associação de Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação Alagoana de Magistrados (Almagis) prestaram homenagem póstuma à desembargadora Nelma Padilha, primeira juíza de Alagoas, com a entrega da medalha do Mérito da Magistratura à família da magistrada. A solenidade ocorreu na sede da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal), nesta sexta-feira (28).
Representando a Presidência do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), o desembargador Tutmés Airan de Albuquerque avaliou como justa e merecida a homenagem à desembargadora, que iniciou sua carreira em junho de 1976. Ele lembrou o perfil humano e comprometido da magistrada.
“Nelma era uma pessoa que tinha duas marcas que merecem ser ressaltadas. A primeira era o forte sentimento associativo, foi presidente da Almagis, compôs algumas gestões da própria AMB e era uma pessoa que estava sempre preocupada com os colegas. Mas, sobretudo, Nelma era, na atividade judicante, uma juíza profundamente preocupada com o sentimento de Justiça. Quando ocorriam os debates técnicos, ela ficava muito atenta, a preocupação dela era o conflito real, se tratava de alguém que se preocupava com o que havia por trás dos processos, as vidas humanas por trás do papel”, falou o desembargador.
Sobrinha da homenageada, Paula Padilha falou do orgulho e da emoção da família ao receber a honraria em nome da tia, que também foi a primeira mulher a presidir a Almagis. “Nós vemos como um reconhecimento pelo trabalho que ela fez aqui na Justiça alagoana, pelo pioneirismo dela. Estamos muito agradecidos e saudosos também. Ela era uma pessoa muito engraçada, nos divertíamos muito com ela, mas também era uma pessoa que passava muita ética, era muito honesta e dedicada, sendo exemplo para nossa família”.
O presidente da AMB, magistrado Jayme de Oliveira, explicou que a comenda entregue é a maior honra em reconhecimento ao pioneirismo da magistrada em Alagoas. “Segundo o último estudo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 43% dos cargos da magistratura são ocupados por mulheres. Esse número é maior na primeira instância e menor na segunda instância. Todavia, pessoas como Nelma e outras em outros estados é que realmente desbravaram e abriram os espaços para as mulheres. Daí a importância do trabalho e da escolha dela”, explicou.
Na solenidade, também foi descerrada a placa da ex-presidente da Almagis, juíza Fátima Pirauá. O atual presidente da associação alagoana, juiz Ney Alcântara, destacou a alegria em reconhecer os trabalhos desenvolvidos pelas duas magistradas.
“Hoje em dia o mundo está totalmente sem relação de homem e mulher, hoje, os melhores estão exercendo os seus cargos, suas funções e as duas mulheres Nelma Padilha e Fátima Pirauá demonstrando o valor pessoal delas e do grupo feminino também, são mulheres de destaque e isso foi reconhecido pela Almagis”, disse.

Juíza Fátima Pirauá, ex-presidente da Almagis, e o juiz Ney Alcântara, atual presidente da associação. Foto: Caio Loureiro
O evento desta sexta (28) marcou ainda o início das comemorações dos 60 anos da Almagis com o lançamento de um selo. A programação conta com diversas atividades até o final do ano, como uma exposição sobre o trabalho dos magistrados que será montada em um estande no Maceió Shopping.
“A associação hoje é a forma, o canal que o Judiciário tem de levar os pleitos à sociedade, de demonstrar a qualidade que o Judiciário pode desempenhar e, com certeza, sempre prestando serviços à sociedade. A AMB e a Almagis estão em sintonia com os grandes problemas da nação, e nós não sossegaremos pelo menos até quando conseguirmos amenizar a maioria deles”, destacou o juiz Ney Alcântara.
Robertta Farias – Dicom TJAL
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