Geral 07/12/2018 - 14:47:05
Boas práticas: jovens de abrigos ganham trabalho como aprendizes
Juíza articulou parcerias com empresas e instituições públicas para que recebam menores abrigados em casas de acolhimento, sem família

Adolescentes que estão em unidades de acolhimento atuarão no Programa Jovem Aprendiz. Adolescentes que estão em unidades de acolhimento atuarão no Programa Jovem Aprendiz. Foto: Caio Loureiro.

A Comissão Avaliadora de Boas Práticas do Tribunal de Justiça de Alagoas aprovou quatro iniciativas apresentadas nesta sexta-feira (7). As ideias trazidas por servidores e magistrados agora passarão a integrar o Banco de Boas Práticas do Judiciário alagoano.

Entre as práticas está a da juíza Fátima Pirauá, titular da 28ª Vara Cível de Maceió - Infância e Juventude. Ela articulou parcerias com empresas e instituições públicas para que recebam menores abrigados em casas de acolhimento, sem família, para trabalharem pelo Programa Jovem Aprendiz.

“Quando a gente começou a perceber que os adolescentes chegam a 14 anos sem uma família, e nessa altura é muito difícil [ser adotado], a gente começou a se preocupar”, contou Fátima Pirauá, que convidou os menores para a apresentação da prática perante a Comissão. Atualmente, já são 17 jovens beneficiados, parte deles trabalha no próprio Tribunal de Justiça.

A magistrada entende que os adolescentes precisam dessa ajuda a fim de se prepararem para o momento de sair do abrigo, que acontece aos 18 anos, quando não há adoção. “A gente tem a obrigação moral de ser solidário e essas crianças precisam da solidariedade das empresas, do Poder Público e de cada um de nós”, disse.

A difusão de boas ideias como essa são fundamentais para Judiciário, segundo avalia o juiz Ygor Figueirêdo, presidente da Comissão Avaliadora. “É de suma importância que a gente reconheça as boas práticas das unidades judiciais, a fim de que elas possam ser replicadas nas demais e com isso a gente preste um serviço cada vez melhor para a população”.

Conciliação à distância

Rafael Lopes, assessor do juiz André Gêda, da 10ª Vara Cível de Arapiraca, apresentou a prática da conciliação à distância. A ideia é simples e ajuda a cumprir os princípios da celeridade e economia processual, presentes no Código de Processo Civil.

“Quando as partes se encontram em localidades distantes, nós entramos em contato com o requerido e marcamos uma data para que os dois possam conciliar. A parte autora comparece à sala de audiências da Vara, e a parte requerida irá para o escritório de advocacia ou para defensoria pública, e fazemos audiência por videoconferência”, explicou Rafael.

Acompanhamento por telefone

A chefe de secretaria da 18ª Vara Cível da Capital, Karina Nakai, expôs a medida realizada na unidade desde junho. Os servidores fazem contato telefônico com as partes de processos de requisição de medicamentos e tratamentos médicos. A iniciativa foi uma ideia da servidora Samille Monteiro.

“A cada momento que é necessário, em vez de fazer uma intimação formal, inicialmente entramos em contato, porque esse retorno é mais rápido e torna a decisão judicial mais efetiva e célere, conforme dita a estratégia do Tribunal. Isso possibilitou a diminuição do congestionamento da Vara e o desbloqueio recursos públicos”, contou Karina. 

Evitando duplicidade

Alane Costa, chefe de secretaria da 6ª Vara Cível de Maceió, apresentou boa prática consistente em dispensar a confecção de uma certidão após o recebimento de AR e mandados. Ela explicou que, dessa forma, evita-se duplicidade de movimentação e a contagem dos prazos pode ser iniciada mais brevemente.

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