Esmal se reúne com parceiros para definir ações do PCJE em 2019
Mediação, conciliação e educação para a paz são alguns dos temas a serem trabalhados pelo Cidadania e Justiça neste ano letivo
Conciliadora Moacyra Rocha participou de reunião com servidoras do PCJE Ana Valéria Pitta e Luzia Rodrigues. Foto: Cedida
Por todo o mês de janeiro, a equipe do Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE), eixo da Escola Superior da Magistratura (Esmal) voltado para ações educacionais nas comunidades, tem se dedicado a planejar as ações que realizará ao longo do ano letivo de 2019. Sob direção-geral do desembargador Fábio Bittencourt, a Esmal já definiu o tema norteador para os trabalhos do programa durante esse ano, que será “Cidadania: aprender, socializar e agir para transformar".
As novas ideias para o programa irão considerar as percepções das secretarias estadual e municipal de educação, parceiras do PCJE. Por isso, as servidoras da Esmal Ana Valéria Pitta e Luzia Rodrigues, orientadas pelo juiz Anderson Passos, coordenador do programa, realizaram esse mês uma reunião com Virgínia Ferreira, coordenadora do Programa de Projetos Educacionais da Secretaria de Educação de Maceió (Semed), para balanço das atividades realizadas em 2018. Na ocasião, foram definidas as metas de 2019 e quais escolas irão participar do programa esse ano. Os encontros com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) serão agendados para os próximos dias.
Mediação e conciliação
Uma das novidades será a formação de estudantes em mediação e conciliação de conflitos. A responsável pela capacitação será a mediadora e conciliadora Moacyra Rocha, servidora do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). Os encontros com os jovens irão acontecer uma vez por semana, na sede da Esmal.
Mais de 80 estudantes da rede pública, do 6º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio, de escolas estaduais e municipais, participarão do curso. Na formação eles vão aprender a mediar conflitos em suas escolas, sempre apoiados por adultos, profissionais da educação que já foram capacitados no ano de 2018 pela Esmal. Para ajuda-los nessa missão, eles contarão ainda com a cartilha de mediação de conflitos que foi confeccionada, também no ano passado, pelo Cidadania e Justiça.
Educação para a paz
Outra parceria acertada para esse ano é com a Organização Não-governamental (Ong) Maceió Voluntário. A entidade levará debates sobre a cultura de paz, da ética e da cidadania para estudantes de quatro escolas públicas atendidas pelo PCJE.
Com foco em adolescentes do 9º ano do ensino fundamental e do 1º ano do ensino médio, a estratégia do PCJE será propor a leitura do livro ‘Luzinha e a paz’. Cerca de 400 exemplares do título foram adquiridos pela Esmal para viabilizar a ação.
Maristela Pozitano, presidente da Maceió Voluntário e autora da obra, atuará como voluntária do PCJE uma vez por semana, indo às escolas para conversar sobre o livro com os estudantes. Os jovens também serão estimulados a interagir com seus vizinhos e parentes sobre o tema e a procurar, na biblioteca da escola, outros títulos que falem sobre a paz. Após os encontros, a autora irá convidá-los a escrever suas impressões sobre o assunto.
Segundo Maristela, o livro conta a história de uma criança que busca descobrir onde nasce a violência. “A menina passa a observar de outro modo os veículos de comunicação, desde as mídias sociais até o rádio e a TV. Para responder a essa pergunta, a garota analisa quais são os heróis que norteiam a sociedade, a educação que oferecem aos jovens, os valores exercitados no dia a dia etc.”
Ao fim do projeto, que começa em abril, os textos escritos pelos adolescentes devem ser publicados em um livro, que pode ser lançado na Bienal Internacional do Livro de Alagoas. “A impressão ainda depende de conseguirmos que instituições parceiras abracem a nossa ideia, mas estamos confiantes de que alcançaremos esse objetivo”, afirmou Maristela.
Carolina Amâncio - Esmal TJ/AL
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