Esmal 22/03/2019 - 14:54:35
Empoderamento feminino é tema de palestra para jovens do Jacintinho
Esmal levou juíza Luana Cavalcante para conversar sobre o tema com mais de 120 adolescentes de escola pública

Mais de 120 jovens participaram da atividade do Cidadania e Justiça na Escola. Mais de 120 jovens participaram da atividade do Cidadania e Justiça na Escola. Foto: Carolina Amâncio
Esmal promove palestra sobre imunidade emocional para servidores

Nesta terça-feira (19), o Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE), esteve na Escola Estadual Theonilo Gama para conversar com mais de 120 estudantes sobre o empoderamento, a contribuição e o papel da mulher no mundo atual. Essa foi uma das ações planejadas pela Escola Superior da Magistratura (Esmal) para o mês de março, período em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher. 

Dessa vez, foi a juíza Luana Cavalcante que atendeu ao chamado do PCJE para dialogar com os estudantes do 1º ano do ensino médio da escola, que fica localizada no bairro Jacintinho. A palestrante voluntária alertou os jovens para as desigualdades de gênero, os comportamentos machistas do cotidiano e a necessidade de as mulheres serem empáticas umas com as outras.  

“Eu acredito que esses jovens estão tendo contato com esse tema, sobre o feminismo, muito mais cedo do que a minha geração teve, por exemplo. E se a gente deseja ter mudanças nesse panorama de desigualdade de gênero, é levando essa mensagem para os jovens que a gente vai conseguir”, observou a magistrada.

As amigas Dara Yasmin da Silva e Yara Bella, de 15 anos, ouviram a palestra da juíza com atenção e aprenderam algumas lições sobre empoderamento. “Não conhecia o feminismo e hoje tive a certeza de que nós, mulheres, podemos fazer qualquer coisa que os homens fazem”, disse Dara.


Adolescentes aprenderam que feminismo prega a igualdade de direitos entre homens e mulheres. Foto: Carolina Amâncio 

Os adolescentes também participaram da atividade. Felipe Ferreira Alves, também de 15 anos, ficou espantado com a informação de que a cada dois segundos, uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil. “É importante conscientizar os alunos que estão crescendo. Somos adolescentes virando homens e não temos que cometer esses mesmos erros”, afirmou o rapaz. 

A mensagem de empoderamento feminino chegou até mesmo aos funcionários da escola, como Francisca Cardeal dos Santos, auxiliar de serviços gerais. Ela, que já atua intermediando conflitos familiares e situações de violência contra a mulher na sua comunidade, disse que a presença de uma juíza para conversar com os adolescente fortalece as ideias que ela, os professores e coordenadores da escola tentam passar diariamente para os jovens. 

“Ao fim da palestra, já ouvi nos corredores os meninos comentando que em briga de marido e mulher a gente tem que meter a colher sim. Isso, aos poucos, vai mudando o comportamento geral, que é de fechar os ouvidos para não precisar fazer nada a respeito. A gente não pode deixar o machismo predominar nas nossas relações”, resumiu. 

Carolina Amâncio - Esmal TJ/AL

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