Geral 09/04/2019 - 18:27:13
Esmal promove seminário sobre depoimento especial de crianças
Tema foi debatido com juízes, servidores, promotores e conselheiros tutelares pela professora Lilian Miltnitsky Stein, Ph.D. em Psicologia Cognitiva pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos

Seminário ocorreu na manhã desta terça (9), no auditório da Escola da Magistratura (Esmal). Seminário ocorreu na manhã desta terça (9), no auditório da Escola da Magistratura (Esmal). Reprodução: TV Tribunal

A Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal) promoveu, nesta terça-feira (9), o seminário ‘Técnicas científicas para entrevista investigativa com crianças e adolescentes no contexto do depoimento especial’. O assunto foi debatido com juízes, servidores, promotores e conselheiros tutelares pela professora Lilian Miltnitsky Stein, Ph.D. em Psicologia Cognitiva pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

De acordo com a professora, a declaração de crianças em casos de abuso sexual pode ser a prova mais importante, portanto, a forma como se dirigem perguntas a elas é fundamental. “Hoje a gente sabe, a partir de estudos que existem há mais de 30 anos, que a forma, o jeito que nós perguntamos às crianças, tem um impacto muito grande na resposta delas”, afirmou.

O juiz Alberto de Almeida, da 1ª Vara de Arapiraca, participou do evento e destacou a importância da capacitação para profissionais que lidam diariamente com crianças nessas situações. “No caso do abuso, geralmente é a criança ou o adolescente, contra o abusador, e a função de decidir é muito difícil, pois temos que escutar ambos os lados, por isso a capacitação é muito importante”.

A professora retornará no segundo semestre com seminários específicos para psicólogos e assistentes sociais, pessoas que trabalham diretamente com o depoimento das crianças. De acordo com a coordenadora de cursos da Esmal, juíza Luciana Raposo, o tema estava sendo muito requisitado pelos magistrados e servidores. “O curso vai agregar muito em toda a comunidade que trabalha com infância e juventude, e também nas Varas Criminais, que precisam ouvir crianças e adolescentes que tenham passado por situações difíceis”.

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