PCJE capacita estudantes da rede pública para a resolução de conflitos
Professora Moacyra Rocha ministrou o curso sobre mediação de conflitos, nesta quarta (10), na sede da Esmal
Alunos participaram de primeira etapa da capacitação nesta quarta (10). Foto: Rebecca Bastos
Estudantes de escolas públicas de Maceió participaram, nesta quarta-feira (10), da primeira aula do curso sobre mediação de conflitos, realizado na sede da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal). A qualificação faz parte do projeto de implementação da prática restaurativa no ambiente escolar, que está sendo desenvolvido com as instituições contempladas pelo Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE).
“Nossa ideia é formá-los como mediadores para que eles multipliquem esse conhecimento, compartilhem o que aprenderam com os colegas na escola e se tornem agentes de transformação”, explicou a servidora do PCJE, Luzia Rodrigues, sobre o intuito da capacitação.
Para Moacyra Rocha, conciliadora e mediadora formada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o grande desafio da iniciativa é conseguir conversar com os alunos sobre coisas muito importantes de uma maneira leve e com uma linguagem acessível, que faça parte do cotidiano dos adolescentes.
“Reformulei o curso levando em consideração a realidade dos alunos, pensando nas melhores maneiras de fazer com que eles compreendam, realmente, o que é a mediação e consigam executar isso. Eles são jovens muito especiais e tenho certeza que, com a colaboração de todos os envolvidos, vamos conseguir alcançar o objetivo e ajudar muitas pessoas com esse trabalho”, afirmou.
Assim como para a maioria dos seus companheiros de turma, foi a primeira vez que Caio Felipe Luís Casado, de 17 anos, teve contato com os conteúdos que envolvem o universo da mediação. “De certa forma, estamos aprendendo como tratar melhor o próximo, ouvir e entender quais são as necessidades das pessoas que estão com a gente. Vai ser muito gratificante colocar as coisas em prática e poder auxiliar meus amigos nos momentos difíceis”, disse.
Segundo a coordenadora da Escola Antídio Vieira, Josefa Amâncio de Araújo Filha, a capacitação vai interferir positivamente no comportamento dos alunos. “Esse projeto é fantástico para eles porque, ao absorver a ideia da mediação, vão se sentir úteis, atuar para resolver os conflitos e trabalhar para melhorar o ambiente na escola”, afirmou.
Mediação nas escolas
Na primeira etapa do projeto, em 2018, professores e técnicos da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e da Secretaria Municipal de Educação (Semed) receberam treinamento sobre mediação e conciliação de conflitos. Agora, em 2019, com a capacitação dos alunos, a etapa seguinte da ação está mais próxima.
Como explicou Luzia Rodrigues, o PCJE espera inaugurar duas salas de mediação e conciliação de conflitos, uma na Escola Estadual Mota Trigueiros e outra na Escola Municipal Aroldo da Costa, assim que a qualificação chegar ao fim. “Vamos implementar esses espaços em duas instituições, como projeto-piloto, para descobrirmos quais os melhores métodos e qual a melhor dinâmica para trabalharmos com os alunos. Mais para frente, esperamos que todas as escolas possuam uma sala reservada para mediação”.













