Geral 05/05/2009 - 17:38:56
Audiência pública do CNJ debate problemas do Judiciário


Debates da audiência pública mobilizam 60 inscritos Debates da audiência pública mobilizam 60 inscritos

     Os problemas do Judiciário alagoano foram debatidos durante a audiência pública coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), evento realizado na Escola Superior da Magistratura (Esmal) e que mobilizou magistrados, autoridades de segurança pública e operadores do Direito. Cerca de 60 pessoas se inscreveram para os debates da audiência. Os inscritos foram ouvidos pelo ministro-corregedor do CNJ, Gilson Dipp, e puderam fazer reclamações e sugerir melhorias nos serviços e instalações do poder em Alagoas.

     Os debates mobilizaram representantes dos Ministérios Públicos Estadual e Federal de Alagoas, Procuradoria Geral e Defensoria Pública do Estado, Ordem dos Advogados do Brasil (AOB), além das associações representativas do Poder Judiciário como a Associação dos Magistrados de Alagoas (Almagis) e o Sindicato dos Serventuários da Justiça (Serjal). A mesa de debates também foi composta pelo corregedor-geral de Justiça de Alagoas, desembargador José Carlos Malta Marques, pelo conselheiro do CNJ Paulo Lobo e o presidente da Almagis, Maurílio Ferraz.

     “Esse é o momento de juntarmos as mãos no sentido de caminharmos para um Judiciário mais célere”, disse a vice-presidente da OAB, Raquel Cabús, durante a abertura dos debates. O presidente da Almagis, juiz Maurílio Ferraz, defendeu a atuação conjunta entre o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) e o CNJ na busca de modernidade para o Poder.

     Maurílio Ferraz lembrou as dificuldades que o Judiciário alagoano vem enfrentando, tais como a carência de juízes e serventuários. “Alagoas passou 13 anos sem realizar concurso público para magistrados, por isso o número elevado de juízes respondendo por mais de uma Comarca. Hoje são 115 juízes para atender 3 milhões de habitantes, julgar meio milhão de processos, contando apenas com 29 defensores públicos e um número insuficiente de servidores, além da carga excessiva de trabalho para os magistrados”, declarou o presidente da Almagis.