Geral 25/05/2009 - 18:29:58
Especial Dia Nacional da adoção


Em Maceió, quase 200 crianças residem em abrigos e lares provisórios Em Maceió, quase 200 crianças residem em abrigos e lares provisórios

     O dia 25 de maio foi a data escolhida no calendário nacional para lembrar aos brasileiros que milhares de crianças vivem em abrigos e lares, a espera de famílias substitutas. Em Maceió, das quase 200 que residem nos abrigos, 66 estão em processo de destituição do poder familiar pela Justiça, mas apenas 12 já encontram-se aptas para adoção. Enquanto muitos processos de adoção resultam numa longa espera, simples gestos de carinho como visitar um abrigo ou dedicar momentos de afeto para os pequenos moradores dessas instituições, podem representar uma ação solidária de proporções inestimáveis.

     Na Casa de Adoção Rubens Colaço, instituição mantida pela prefeitura de Maceió, residem 17 crianças com idades entre zero e 10 anos. Dessas, seis estão aptas para adoção: quatro delas são portadoras de necessidades especiais, o mais velho tem 19 anos e o mais novo, 11 anos. Além das crianças especiais, dois meninos com idades de cinco e oito anos, também aguardam por uma família substituta.

     Segundo a coordenadora da Casa Adoção, Maria da Consolação Cavalcante, a implantação do serviço de busca ativa familiar em parceria com o Juizado da Infância e Juventude, tem reduzido o tempo de localização dos responsáveis pelas crianças vítimas de abandono e maus tratos. A medida também ajuda a agilizar os processos de destituição do poder familiar, mas a maioria das crianças residentes no abrigo está indisponível para adoção.

     Adote a solidariedade

     O Lar de Amparo à Criança – Laca, é uma casa abrigo mantida por doações da sociedade e por 14 voluntárias. Algumas das sócias contribuintes são mães adotivas e se revezam em regime de plantão para cuidar das crianças. A instituição completa um ano no dia 28 de maio. Atualmente residem no local 15 crianças com idades entre zero a seis anos. No Laca vivem hoje nove meninas e seis meninos, pelo menos cinco já estão em processo de destituição do poder familiar: quatro meninas e um menino com a idade de um ano e sete meses.

     “Nossa necessidade maior é por doações de fraldas descartáveis e carnes, para reforçar a alimentação das crianças”, explica Cleopatra de Melo, sócia-fundadora do Laca. O Lar está aberto à visitação pública, todos os dias das 15h às 17hs. A instituição também realiza inscrições para voluntários que queiram desempenhar tarefas na casa, pelo telefone 3032 1526. “O trabalho voluntário é sempre bem vindo! Precisamos de ajuda para cuidar das crianças”, diz Cleopatra.

     Na Casa de Adoção, os dias de visitas são : terças, quintas, sábados e domingos, das 15h às 17hs, as visitas também podem ser agendadas pelo telefone 3326 3824. Quem quiser pode doar brinquedos, roupas, alimentos, mas também pode doar carinho, contar histórias e brincar com as crianças. Se for artista ou tiver algum dom artesanal, pode passar uma tarde ensinando pintura, ajudar a colorir as paredes e a decorar os ambientes da casa. “Mas o presente ideal do qual todas essas crianças precisam é de amor”, concluiu a coordenadora.

     Nova Lei da Adoção pode mudar realidades de abrigos

     Nos últimos dois anos cerca de 207 crianças e adolescentes foram adotadas no Estado. A aprovação do Projeto de Lei nº: 6.222, que trata das questões referentes à adoção, irá interferir de forma significativa no aumento desses dados. A Lei já foi aprovada na Câmera Federal e atualmente encontra-se em tramitação no Senado.

     A expectativa maior das casas de adoção é de que a implantação do projeto possa desburocratizar o processo de extinção familiar, agilizando os tramites judiciais. De acordo com as novas regras, a criança só irá permanecer no abrigo se houver uma necessidade comprovada, obrigando a instituição acolhedora a localizar a família para que possam ser realizados os procedimentos cabíveis: recolocação familiar, se houver condições de inserção do menor; ou extinção do pátrio poder, geralmente decretado nos casos de abandono sem reconhecimento dos pais, agressão e abuso sexual.