A expectativa é que a situação de 1600 presos seja analisada no mutirão carcerário das Varas Criminais
Teve início nesta terça-feira (14) mais uma etapa do Projeto Justiça Célere e Humanitária, instituído pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). Doze juízes, cinco promotores e cinco defensores públicos voltarão suas atenções para os processos das Varas Criminais da Capital, numa iniciativa que envolverá cerca de cinquenta pessoas na sede da Corte Estadual.
De acordo com o juiz auxiliar da presidência do TJ/AL e um dos coordenadores do projeto, Alberto Jorge Correia de Barros Lima, o objetivo principal desta etapa do mutirão é verificar a legalidade das prisões, analisando aproximadamente 1600 processos criminais. “Estamos trabalhando para analisar minuciosamente a situação dos presos provisórios de Alagoas, seguindo as orientações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)”, enfatizou o magistrado.
Diferente das etapas anteriores, que aconteceram nos estabelecimentos prisionais Santa Luzia, Cyridião Durval e na Casa de Detenção de Maceió, beneficiando centenas de presos com alvarás de solturas ou progressão de penas. Desta vez, os juízes responsáveis pelas Varas Criminais da Capital encaminharam ao TJ/AL os processos, que serão analisados pela “força-tarefa” do Judiciário alagoano.
Para o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Carlos Malta Marques, atitudes como o mutirão carcerário são importantes não apenas para os presos, mas para o bom andamento das atividade da Justiça em Alagoas. “O julgamento célere dos processos criminais é uma meta que precisamos atingir. Com mutirões carcerários deste tipo, o Judiciário mostra que está preocupado em minimizar a situação dos presos provisórios em todo o Estado, como estabeleceu o CNJ”, explica Malta Marques.













