Geral 16/07/2009 - 17:41:05
Vara de Execuções Penais reavalia situação de detentos


Juiz Ricardo Jorge Cavalcanti Lima, responsável pela 16ª Vara Criminal da Capital Juiz Ricardo Jorge Cavalcanti Lima, responsável pela 16ª Vara Criminal da Capital

     A equipe da 16ª Vara Criminal da Capital – Execuções Penais, sob a coordenação do juiz Ricardo Jorge Cavalcante Lima, realiza desde o início desta semana a revisão de todos os processos de detentos condenados pela Justiça de Alagoas. A iniciativa possibilitará a progressão de regime para dezenas de reeducandos. “Nossa previsão é de que até o fim de semana, cerca de 70 pessoas tenham conquistado o direito a progressão de pena em consequência da revisão processual”, estimou o magistrado.

     De acordo com o juiz da Vara de Execuções Penais, antes de conquistar o direito a progressão de regime, os detentos são submetidos a um exame criminológico, análise feita por uma equipe multiprofissional, formada por psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais. “Esta avaliação leva em consideração a vida carcerária de cada detento”, explicou o juiz. A partir da conclusão do exame, a equipe emite um parecer conjunto atestando se o reeducando está apto a retomar o convívio em sociedade. Os detentos também assinam um termo de compromisso com a Justiça, concordando em cumprir regras de conduta previstas na LEP – Lei de Execuções Penais.

     A revisão processual é uma iniciativa do próprio juiz da Vara de Execuções Penais. Participam dos trabalhos 10 servidores. Segundo o magistrado, até agora a análise já foi aplicada em mais de 200 processos, beneficiando 40 pessoas. A meta até o fim da revisão é atingir os 465 processos sob a competência da 16ª Vara Criminal da Capital.

     “Essa iniciativa possibilitará a revisão de decisões e a correção de distorções, pois temos casos de presos cumprindo pena no regime fechado que já deveriam ter progredido para o semi-aberto”, exemplificou o juiz das Execuções Penais.

     A negação ao direito de progressão de regime poderá ocorrer nos casos em que a equipe de revisão detectar o envolvimento de detentos com faltas graves, como fugas e outras situações que sinalizem o descumprimento das regras de boa conduta carcerária. Ainda segundo o magistrado, todos os detentos que conquistarem o direito a progredir de regime serão monitorados por uma equipe de fiscais integrada por servidores da 16ª e 11ª Varas Criminais da Capital.