Mutirão carcerário já analisou processos de mais de 900 presos
Instituída pelo TJ em parceria com o CNJ, ação deve se estender até a próxima semana
Juíza Isabelle Coutinho Dantas, integrante da “força-tarefa” do Judiciário alagoano Caio Loureiro
Iniciado no dia 14 de julho, o mutirão carcerário realizado na sede do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) analisou, até a última sexta-feira (24), os processos de 938 presos que se encontram detidos nos estabelecimentos prisionais do Estado. Desse total, 257 detentos foram liberados e 681 tiveram suas prisões mantidas.
De acordo com a juíza Isabelle Coutinho Dantas, que faz parte da equipe de magistrados que atua no mutirão, em virtude da quantidade e do volume dos processos, a ação deve se estender por mais alguns dias. “Inicialmente nós iríamos analisar apenas os processos dos presos provisórios, mas passamos a examinar também os processos dos presos definitivos e, em virtude da análise minuciosa e detalhada que estamos realizando, essa etapa do mutirão pode se prolongar até a próxima semana”, explicou a magistrada.
Até serem julgados, os processos das comarcas de Maceió, Arapiraca, São Miguel dos Campos e Penedo, são revistos pela Defensoria Pública e pelo Ministério Público. “Analisamos os dados de cada réu três vezes e, a princípio, podemos constatar que cerca de um terço dos presos que tiveram seus processos examinados foram libertados”, finalizou Isabelle Coutinho Dantas.













