TJ apresenta projeto de virtualização de processos para membros do MP
Juiz Alexandre Lenine durante apresentação do projeto para servidores do MP
O juiz Alexandre Lenine, presidente da comissão de virtualização do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), apresentou, durante palestra realizada nesta sexta-feira (18) para procuradores, promotores e servidores do Ministério Público estadual, o sistema de virtualização do Poder Judiciário. A apresentação teve como objetivo mostrar aos integrantes do órgão como funciona o processo de virtualização. A palestra aconteceu por solicitação do próprio Ministério Público, que também implantará os procedimentos eletrônicos.
O magistrado fez a apresentação do sistema, mostrando seu funcionamento, a estrutura, os investimentos necessários e os benefícios já alcançados pelo Judiciário, que desde 2006 vem implantando os procedimentos de virtualização. Segundo ele, os resultados são visíveis nos Estados em que o projeto está sendo utilizado e em Alagoas também já é possível identificar os efeitos positivos.
“É importante o Ministério Público entrar no convênio, já que é parte nos processos e precisará peticionar de forma eletrônica também, então precisa saber que sistema é esse e conhecer seu funcionamento”, explicou o magistrado.
O projeto do TJ/AL de virtualização de processos teve início em 2006 com Processo Judicial Digital (PROJUDI), que vem sendo utilizado nos juizados. “A ideia é que esse projeto se estenda entre as demais unidades jurisdicionais do Estado. Esse projeto é grandioso, por isso é necessário que haja uma interação com o Ministério Público, OAB, procuradorias e defensoria”, esclareceu José Batista, diretor-adjunto da Diretoria Adjunta de Tecnologia da Informação (DIATI).
O projeto é fruto de uma parceria entre o TJ/AL e a empresa Softplan. O diretor da empresa Ilson Stabile explicou todos os procedimentos realizados no desenvolvimento dos trabalhos e as parcerias feitas pela Softplan.
Implantação no Judiciário alagoano
Em Alagoas, 100% das unidades jurisdicionais já estão informatizadas e interligadas, o que permite a alimentação em tempo real do banco de dados para consultas processuais. Também já há o sistema de cartas precatórias virtuais e o envio de ofícios e memorandos por meio do Intrajus, como também a virtualização do Diário de Justiça. Além da praticidade que garante celeridade ao desenvolvimento dos procedimentos, a preocupação com o meio ambiente também ganha destaque. Só com a serviço de virtualização do Diário de Justiça, 50 milhões de folhas de papel deixaram de ser utilizadas desde sua implantação, em 2009.
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Rivângela Santana
Estagiária Dicom TJ/AL













