Presidência 25/09/2012 - 18:00:39
TJ intermedeia novo acordo entre Executivo e legistas
Presidente Sebastião Costa Filho reforça necessidade de se garantir direitos da população alagoana

Sebastião Costa (esquerda) em reunião com representantes do Executivo e dos legistas Sebastião Costa (esquerda) em reunião com representantes do Executivo e dos legistas Cristiano Soares (Dicom - TJ/AL)

     O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargador Sebastião Costa Filho, intermediou, na tarde desta terça-feira (25), a negociação entre o Governo do Estado e os médicos legistas. Na oportunidade, ficou definido o fim da greve, além de serem firmados prazos e definidas metas para que o trabalho da perícia criminal volte a ser realizado.

     Durante a reunião, foi determinado que os atendimentos continuam a ser realizados na Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) e no Hospital Sanatório, até que duas novas salas sejam reformadas para que os serviços passem a ser realizados no Centro de Ciências Biológicas (CCBI), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

     Também foi aceita a proposta dos médicos, de aumentar o valor da bolsa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para R$ 3.500,00, assim que o projeto for aprovado pela Assembleia Legislativa de Alagoas. A partir de janeiro do próximo ano, o aumento de R$ 2.500,00 será incorporado ao salário da categoria.

     De acordo com o desembargador presidente, medidas urgentes devem ser tomadas porque os direitos de muitos cidadãos não estão sendo cumpridos. “O nosso interesse é resolver tudo, mas devemos resolver o mais urgente. Temos que ter uma previsão para que tudo seja solucionado”, destacou Sebastião Costa.

     A advogada da categoria irá preparar, junto com um procurador do Estado, o acordo contendo todas as decisões e prazos definidos na reunião para que as instituições possam assiná-lo na próxima segunda-feira, dia 1º de outubro. Um nova reunião será realizada daqui a um mês para conferir o andamento das ações.

     Os médicos legistas tinham paralisado os serviços, reivindicando melhores condições estruturais de trabalho e equiparação salarial à média da região Nordeste.