Geral 19/10/2012 - 12:21:12
Juízes da capital e do interior participam do 4º Mutirão do Júri
Desembargador Edivaldo Bandeira Rios, presidente em exercício do TJ, acompanhou a ação

Juiz de Execução Penal, José Braga Neto, conduzindo um dos julgamentos do júri popular Juiz de Execução Penal, José Braga Neto, conduzindo um dos julgamentos do júri popular Itawi Albuquerque

     O Programa Justiça Itinerante, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), promove, durante toda essa sexta-feira (19), na faculdade Maurício de Nassau, o julgamento de 20 processos de crimes dolosos contra a vida no 4º Mutirão do Júri, realizado em cumprimento às metas estabelecidas pelo Plano Brasil Mais Seguro. Nesta etapa, o desembargador Edivaldo Bandeira Rios, presidente em exercício do TJ/AL, acompanhou a ação dos magistrados.

     O desembargador Bandeira Rios destacou a importância do trabalho dos magistrados em conjunto com membros do Ministério Público e Defensoria Pública, advogados e servidores do Judiciário para a realização dos julgamentos. Explicou ainda que tendo que finalizar o julgamento no mesmo dia, “o juiz não pode se deter ao prazo, mas sim, analisar o processo cuidadosamente para garantir a prestação jurisdicional”.

     Os estudantes de Direito de diversas faculdades puderam acompanhar as audiências e observar na aplicação do Direito o que estudam na sala de aula. Para o estudante do 7º período de Direito, Marcus Tullius Farias, o magistrado tem grande importância para a execução das leis. “O juiz garante a aplicação da lei, ele é quem concretiza o Direito”.

      O papel do magistrado

     Durante o júri, o magistrado designado para conduzir a audiência, fica responsável pela aplicação e dosagem da pena de acordo com a decisão do júri popular. Para a realização do evento, mais de 20 juízes que atuam na capital e em Comarcas do interior se inscreveram.

     O juiz John Silas, titular da 8ª Vara Criminal da Capital desde o dia 26 de setembro deste ano, relatou que foram priorizados processos mais antigos da Vara e que possuíam réus presos. “O mutirão facilita a vida dos cidadãos e das unidades judiciárias beneficiadas com a diminuição das demandas”.

      Titular da 16ª Vara de Execuções Penais, o magistrado José Braga Neto, vê ação do Judiciário como uma iniciativa bastante válida. “A realização do julgamento alivia a angústia das pessoas envolvidas no processo, uma vez que elas se livram das pendências”, destacou.