Geral 18/04/2013 - 17:13:03
NPF beneficia estudantes em audiência de reconhecimento de paternidade
Primeira audiência do ano do Núcleo de Promoção à Filiação foi realizada na Escola Estadual Noel Nutels

Primeira ação do NPF, em 2013, na Escola Estadual Noel Nutels Primeira ação do NPF, em 2013, na Escola Estadual Noel Nutels Caio Loureiro (Arquivo/Dicom - TJ/AL)

     Mais de 25 alunos da Escola Estadual Noel Nutels que não possuíam o nome do pai no registro de nascimento foram beneficiados, na manhã desta quinta-feira (18), com a primeira audiência do ano, realizada pelo Núcleo de Promoção à Filiação (NPF) do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).

     O núcleo promove audiência de reconhecimento de paternidade dentro da própria instituição que pode ocorrer duas maneiras: reconhecimento voluntário ou, em casos de dúvidas ou morte do pai, através de exame de DNA.O material genético da criança, do pai ou parente próximo e da mãe é recolhido durante a audiência e encaminhado ao laboratório da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

     De acordo com a analista judiciária Ana Claúdia Accioly, a equipe, composta por analistas judiciários, psicólogos, assistentes sociais e estagiários de Direito, psicologia e serviço social, realiza visitas de conscientização para as famílias das crianças dentro da própria escola, antes das audiências.

     A costureira Daniela Glécia Ribeiro da Silva foi convocada para a audiência a fim de regularizar o registro de sua filha e conhecer os direitos que ela possui. Para a filha, estudante do 9º ano da escola, D.R.S., de 15 anos, a figura do avô e do tio supriu as suas necessidades familiares. “Se for para o meu pai aparecer em um ano e sumir por 4, para mim, nem adianta ele aparecer”, desabafou.

      Núcleo de Promoção à Filiação

     Criado em 2008, o NPF partiu de pesquisas realizadas pela magistrada Ana Florinda Dantas e estudantes do curso de Direito da Faculdade de Ciências Jurídicas do Cesmac, quando constataram que aproximadamente 20% das crianças registradas na Capital alagoana não contavam com o nome do pai nos registros de nascimento.

     Instituído em 2008, por meio da Resolução nº 36/08 do TJ/AL, o NPF conta com a colaboração de um representante do Ministério Público e um da Defensoria Pública. Funciona na estrutura do Fórum da Capital.

     O NPF foi incluído, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entre as “Boas práticas” do Judiciário brasileiro. O núcleo também foi agraciado com a Menção Honrosa do Prêmio Innovare. A honraria foi entregue no Supremo Tribunal Federal (STF).

     O núcleo age como um órgão centralizador das informações prestadas pelos oficiais de registro civil, promovendo o efetivo cumprimento da prioridade absoluta do interesse da criança e do adolescente, contido na Constituição Federal.