Geral 17/12/2007 - 18:41:34
Mutirão do Júri julga 25 processos


Réu ouve, de pé, sentença condenatória lida pelo juiz André Gêda Réu ouve, de pé, sentença condenatória lida pelo juiz André Gêda

     O Mutirão do Júri realizou no último sábado (15), no Centro de Pesquisas Aplicadas (CEPA), um total de 25 julgamentos de processos em trâmite na 7ª Vara Criminal da Capital, que tem competência para crimes dolosos contra a vida. Os trabalhos resultaram em 13 absolvições e 12 condenações.

     Segundo Maurício Brêda, juiz titular da 7ª Vara Criminal de Maceió, a idéia de realizar o Mutirão surgiu em virtude do número elevado de homicídios registrados na Capital alagoana. “O objetivo do projeto foi atingido. Para os jurisdicionados a importância do mutirão não tem limites, pois concede uma justiça célere àqueles que estão, encarcerados, aguardando julgamento”, disse.

     Ainda de acordo com Brêda, o 2º e 3º Tribunal do Júri podem ser os próximos a realizar mutirões como esse, tendo em vista os resultados obtidos na etapa de sábado, o que dependerá da orientação da Presidência do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).

     Brêda também elogiou o engajamento do Ministério Público na iniciativa do TJ. “Destaco a atuação dos Promotores de Justiça, que realizaram até três júris populares no mesmo dia”. Dos 27 processos que estavam na pauta do Mutirão, apenas dois não aconteceram, em razão da impossibilidade de participação de alguns representantes do Ministério Público.

     Antônio Pereira de Andrade, advogado de defesa de um dos réus, enfocou os benefícios do evento para todos as partes envolvidas e sua contribuição para a redução da sobrecarga de processos. “Sem sombra de dúvida é extremamente importante para a sociedade, família de vítima, réus, advogados, promotores e juízes, pois ajuda de maneira relevante a diminuir o quantitativo de processos que existem em nosso sistema judiciário pendentes de julgamento”, explicou, acrescentando que “posturas e atitudes como essa só vêm a somar. São positivas para meu cliente e para mim, porque posso, em acontecendo o julgamento, esperar que a justiça seja feita. É uma iniciativa louvável por parte do Tribunal”.