Geral 10/12/2013 - 11:44:45
Presidente e juízes analisam desempenho do Poder Judiciário
Elevação de sentenças proferidas e de processos concluídos evidenciam maior produtividade da magistratura alagoana

Presidente do TJ, desembargador José Carlos Malta, durante análise de relatório com juízes Presidente do TJ, desembargador José Carlos Malta, durante análise de relatório com juízes Caio Loureiro (Dicom/TJ)

     Relatório da Assessoria de Planejamento e Modernização do Poder Judiciário (APMP) baseado em dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e apresentado a dezenas de juízes pelo presidente José Carlos Malta Marques, durante reunião na Escola da Magistratura (Esmal), nesta segunda-feira, evidencia elevação de 49% no total de sentenças proferidas e de 15% no quantitativo de processos baixados (arquivados) em todas as unidades do Judiciário alagoano.

      Entre 2011 e 2012, período de análise dos números relacionados à demanda comparada, constatou-se salto nos processos baixados de 163.433 para 187.355 (15%), elevação de 102.424 para 152.437 (49%) no quantitativo de sentenças (decisões) e crescimento de 135.727 para 173.144 nos casos (processos) novos. “Os números indicam que o Judiciário alagoano está mais eficiente”, reforça o presidente do TJ.

     CNJ constata maior produtividade de juízes alagoanos

      O índice de produtividade dos juízes lotados em unidades da capital e do interior de Alagoas também evidencia cenário positivo. O total de processos distribuídos por magistrado subiu de 822 (2011) para 1.110 (2012), correspondendo à variação positiva de 22%. O total de sentenças cresceu de 676 para 977 (30%) e a Assessoria de Planejamento constatou ainda crescimento de 1.024 para 1.201 (6%) nos processos baixados.

      “A partir das constatações que fizermos, poderemos trabalhar no aperfeiçoamento do Poder Judiciário de Alagoas daqui em diante”, reforçou o presidente, durante reunião na Escola Superior da Magistratura do Estado de Alagoas (Esmal), na manhã desta segunda-feira. “O relatório é feito de uma maneira extremamente técnica. Alguns de suas informações indicam melhorias em nosso desempenho”, completou.

      Apresentadas pelo professor doutor Anderson Dantas, do Departamento de Economia da Ufal e que contribui para a elaboração do planejamento estratégico da Corte de Justiça, as estatísticas evidenciaram outro informação alvissareira: redução da taxa de congestionamento processual. Em 2009, o índice era de 86,6%.Um ano depois, caiu para 73,7%. Entre 2011 e 2012, caiu de 71,9% para 68,4% (2012).

     Esforço coletivo explica melhoria de indicadores

      “O esforço de servidores, juízes, desembargadores e demais colaboradores explica por que razão o Judiciário alagoano tem, aos poucos, melhorado o seu desempenho”, destacou o presidente José Carlos Malta Marques, enquanto dialogava e ouvia observações dos magistrados presentes ao auditório da Escola Superior da Magistratura do Estado de Alagoas (Esmal), na manhã desta segunda-feira.

      O professor Anderson Dantas e a servidora Catalina Velásquez, esta da Assessoria de Planejamento e Modernização, enfatizaram que os dados devem ser observados levando-se em conta o porte do Tribunal de Justiça de Alagoas, incluído em grupo do qual fazem parte outras 11 Cortes de Justiça e que coloca o Judiciário local em posição intermediária e acima de unidades em região economicamente mais desenvolvidas.

      Com despesa anual de R$245.401.434, montante inferior ao demandado pelos Tribunais do Piauí, Tocantins e Sergipe, por exemplo, o Judiciário alagoano também elevou seu índice de processos eletrônicos de 27,3% (2011) para 39,3% (2012). Ou seja: tornou mais célere, na maioria das unidades judiciárias, a tramitação processual e, por consequência, a prestação de serviço à sociedade alagoana.

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