Geral 30/01/2014 - 12:50:44
Juiz da Vara de Execuções Penais visita comunidade acolhedora
Braga Neto discute possível encaminhamento de presos com perfil de dependência química para tratamento

Juiz José Braga Neto (no centro) durante visita a comunidade acolhedora, em Marechal Deodoro Juiz José Braga Neto (no centro) durante visita a comunidade acolhedora, em Marechal Deodoro Diego Barros (Sepaz)

     O juiz da Vara de Execuções Penais, José Braga Neto, visitou, nesta quarta (29), o Centro de Acolhimento, em Maceió, e a comunidade acolhedora Nova Jericó, em Marechal Deodoro, em companhia do secretário de Estado de Promoção da Paz, Adalberon Sá Júnior.

     Na ocasião, foi discutida a possibilidade de, no futuro, as comunidades receberem reeducandos com perfil de dependência química que tenham progressão de regime. O juiz destacou o trabalho realizado na comunidade e frisou que Alagoas dá exemplo ao Brasil na recuperação de dependentes químicos.

     “Muitas vezes, a pessoa retorna ao sistema prisional pelo envolvimento com delitos relacionados à dependência química. Por isso, no futuro, vamos colocar assistentes sociais e psicólogos para identificar os reeducandos em progressão de regime que tenham perfil de dependência química e oferecer a eles essa possibilidade de acolhimento”, destacou o juiz.

     Para o secretário Adalberon Sá Júnior, é de extrema importância a parceria com o juizado. “Temos oferecido acolhimento aos dependentes químicos que queiram, voluntariamente, iniciar esse processo", explicou o secretário, fazendo referência às 23 comunidades acolhedoras credenciadas pelo Governo do Estado.

     O acolhido Washington Benedito da Silva explicou ao magistrado que a comunidade e a Secretaria da Paz estão permitindo que eles dêem continuidade a suas vidas. “Tudo o que nossa família ensinou nós esquecemos. Agora, se não fosse essa oportunidade, nós estaríamos mortos”, narrou o acolhido

     Na passagem pelo Centro de Acolhimento, em Maceió, o superintendente de Políticas sobre Drogas da Sepaz, Luan Gama, apresentou ao juiz o Sistema Acolhe, um software que reúne as informações de atendimento de cada acolhido e permite o acompanhamento do processo de recuperação.

     O juiz também conheceu o registro biométrico utilizado para controle de vagas, todas as dependências do local e as atividades que são desenvolvidas pelos acolhidos durante o período de até seis meses de permanência na comunidade.

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