Segue preso acusado de integrar suposta quadrilha de policiais
Investigações apontam que policiais civis e miliares praticavam extorsão para ocultar fatos
Desembargador Otávio Leão Praxedes manteve cárcere de acusado.
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas negou o pedido de soltura do policial civil Wanderson Luiz Santos da Silva, preso em agosto de 2013, acusado de extorsão e formação de quadrilha. Segundo investigações, que incluem depoimentos de vítimas e filmagens, o agente valia-se da condição de policial para requerer quantias em dinheiro, com o objetivo de ocultar fatos e evitar a eventual prisão de Valdir Conrado Alves.
O desembargador relator do processo, Otávio Leão Praxedes, decidiu pela manutenção da medida tendo em vista a preservação da paz pública. “Entendo de especial perniciosidade a conduta hipoteticamente perpetrada pelo Réu, haja vista tratar-se, em tese, de quadrilha que, dentre os seus integrantes, fazem parte, supostamente, alguns policiais militares”. A decisão, proferida na sessão desta quarta-feira (02), foi por unanimidade.
A defesa alegou que a 17ª Vara Criminal da Capital não teria competência para julgar o réu, porque não teria se configurado formação de quadrilha, mas apenas concurso de agentes. Os advogados defenderam ainda que a prisão não foi devidamente fundamentada, e que o policial tem bons antecedentes, residência e trabalho fixos, solicitando, por isso, a sua liberdade, ou uma medida cautelar alternativa.
O desembargador relator entendeu presentes os requisitos necessários para que o processo tramite da 17ª Vara Criminal. “Nas declarações da vítima […], há indicativos da participação de superiores hierárquicos dos acusados, o que também, ao menos em tese, revela a existência de uma possível organização criminosa”, frisou.
Matéria referente ao processo nº 0802689-18.2013.8.02.0900
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