Geral 25/04/2014 - 16:10:06
Mutirão do Judiciário realiza 70 exames de DNA
“Estamos promovendo uma ação social da mais alta importância” afirma coordenadora de projetos especiais da Esmal

Tribunal de Justiça de Alagoas pretende levar o projeto para várias comarcas do interior. Foto: Caio Loureiro Tribunal de Justiça de Alagoas pretende levar o projeto para várias comarcas do interior. Foto: Caio Loureiro

     O Poder Judiciário alagoano viabilizou a colheita dos materiais genéticos de 70 mães, filhos e supostos pais, nesta sexta-feira (25), no Mutirão da Paternidade realizado por meio da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal). Os testes de DNA darão às crianças e adolescentes a possibilidade de terem o nome do pai registrados em seus documentos. O resultado será emitido num prazo entre 30 e 60 dias.

     Estavam inscritos 170 processos, mas em muitos o exame não foi realizado devido a ausência de uma das partes ou de ambas, conforme informou a supervisora da coordenação de projetos da Esmal, Viviane Mascarenhas. O juiz da Vara de Família responsável por cada processo decide o que acontecerá nesses casos, e se o pai será obrigado judicialmente a realizar o teste.

     A desembargadora aposentada Nelma Padilha, coordenadora de projetos especiais da Esmal, informou que o projeto será levado a várias comarcas do interior alagoano durante este ano. Em maio, o município de Atalaia receberá o mutirão.

     Nelma Padilha ressaltou a importância dos testes de paternidade, que podem obrigar o pai da criança a dar a assistência prevista em lei. “Estamos promovendo uma ação social da mais alta importância. Toda criança tem pai e mãe e a responsabilidade não pode recair apenas sobre a mãe”, destacou.

     O chefe do laboratório forense da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), professor Luiz Antônio Ferreira da Silva, explicou o procedimento. “São colhidas apenas duas ou três gotas de sangue das partes, que são enviadas para o laboratório. o resultado é remetido à Esmal, que distribui para as Varas”. Segundo o professor, normalmente já são realizados, por mês, cerca de 120 exames comprovação de paternidade.

     A cozinheira Joseane dos Santos era uma das mulheres presentes hoje na Esmal. Ela diz que diz que sua filha sente falta de ser reconhecida pelo pai, assim como a irmã já é. “Toda criança tem direito a ter o pai e a mãe no registro” diz Joseane.

     

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