Juíza da 17ª Vara ouve tchecos acusados de falsidade ideológica
Casal foi descoberto em blitz da Polícia Militar realizada no município de Novo Lino, em 2013
Pert Salta e Iveta Lukuvkova prestaram depoimento à juíza Ana RAquel, da 17ª Vara Criminal
A juíza Ana Raquel da Silva Gama, titular da 17ª Vara Criminal da Capital, conduziu o julgamento do casal da República Tcheca, Pert Salta e Iveta Lukuvkova , na tarde desta segunda-feira (19), em audiência realizada no Fórum da Capital, no Barro Duro. Os réus estrangeiros são acusados pelo crime de falsidade ideológica no Brasil e foram descobertos em uma blitz da Polícia Militar, no município de Novo Lino, em maio de 2013.
Na sessão, foram ouvidos os depoimentos de dois policiais militares que participaram da abordagem, durante a blitz. De acordo com eles, foram encontrados no carro em que o casal estava, na companhia de dois brasileiros que também respondem ao processo, uma pochete com valores em dólares e reais, identidades falsificadas e uma arma de fogo, estando sob porte de um dos brasileiros, que é policial civil.
Pert Salta era procurado pela Interpol por um golpe de 10 milhões de euros na República Tcheca. No depoimento, ele confessou ter falsificado os documentos, com a ajuda do policial civil, e afirmou não ter contado à sua namorada sobre o crime. O tcheco explicou, também, que conheceu o brasileiro em um posto de combustível, no bairro Pajuçara, o qual ajudou em questões de segurança e moradia durante a estadia em Alagoas.
Durante o interrogatório, Iveta Lukuvkova, que exercia a profissão de cabeleireira em seu país, alegou não saber dos documentos falsos e afirmou estar chateada com o namorado, pois Pert Salta não deixou transparecer que a situação era ilegal. Ao ser questionada pela juíza Ana Raquel pelo motivo de vir ao Brasil, a tcheca respondeu que teriam vindo para passar férias, pois era costume eles viajarem.
“Queria pedir desculpas à minha namorada, ao meu país e ao Brasil pelos problemas que eu causei. Gostaria de não voltar à República Tcheca e ficar neste país [Brasil]. Sei que a Iveta ficou por um ano em uma situação complicada e isto aconteceu por minha culpa”, afirmou Pert Salta, por meio do cônsul da Embaixada da República Tcheca, Viktor Dolista, que participou da audiência e ajudou na tradução.
Sentença será proferida em outro momento
A juíza Ana Raquel da Silva Gama afirmou que em outro momento será dada a sentença dos dois acusados estrangeiros. Ainda de acordo com a magistrada, será necessário realizar uma análise das provas para saber se Iveta Lukuvkova não tem participação no crime, como alegou Pert Salta. Os outros dois réus também serão ouvidos, sem data prevista, antes da juíza proferir a decisão.
“A legislação prevê a possibilidade de apresentar as alegações orais e a sentença, porém, em casos mais complexos como este não há como dar a sentença em audiência. Nós do Poder Judiciário vamos abrir um prazo de cinco dias para o Ministério Público ofertar as alegações finais e sucessivamente vem o prazo da defesa, para poder ser proferida a sentença”, explicou a juíza.
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