Esmal conscientiza pais e alunos de colégio na periferia
Programa Cidadania e Justiça na Escola promove palestras e atividades sobre violência sexual
Desembargadora Nelma Padilha fala para crianças da Escola Nosso Lar I. (Foto: Caio Loureiro)
Pais de estudantes, e as próprias crianças, da Escola Nosso Lar I, no bairro da Ponta Grossa, em Maceió, participam de atividades e recebem orientações sobre violência sexual durante toda esta quarta-feira (28). O Dia de Combate ao Abuso e à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes está sendo promovido pelo Programa Cidadania e Justiça na Escola, da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal), em parceria com o Centro de Atenção Integrada à criança e o Adolescente (CAICA) da Secretaria Municipal de Educação (Semed).
A desembargadora (aposentada) Nelma Torres Padilha, coordenadora de projetos especiais da Esmal, explicou as motivações da atividade. “Já viemos aqui antes para tratar da violência contra a mulher e agora estamos promovendo essa atividade de conscientização sobre o abuso sexual, porque esses dois tipos de violência têm tido uma incidência assustadora na comunidade. Temos que chegar junto” ressaltou.
Jerônimo Teobaldo, promotor de Justiça aposentado, falou aos pais, alunos e professores, pela manhã. “Não é fácil, mas é preciso que os pais acompanhem e aconselhem os seus filhos, com a sensibilidade e o amor necessários” alertou. A magistrada Graça Gurgel e o conselheiro Tutelar Edmilson Pontes também foram chamados para palestrar.
Durante o dia, as crianças participam de atividades musicais e oficinas artísticas. O ônibus Estação Saber da Semed, uma espécie de biblioteca móvel, foi deslocado para a escola, que também receberá hoje livros para sua biblioteca.
A diretora geral da escola, Suely Barbosa, afirma que a ação preventiva é muito oportuna na unidade, que atende 1.100 alunos da orla lagunar e região, a maioria em situação de vulnerabilidade social. “Houve alguns casos e conseguimos resolver junto com CAICA e a promotoria, porque na verdade o conselho tutelar aqui não é muito presente” relatou.
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