Interessados em adoção participam de curso para inscrição em cadastro
Capacitação obrigatória discute aspectos jurídicos, psicológicos e sociais do processo, além de esclarecer dúvidas dos pais
Curso também visa mudar o perfil predominante das crianças a serem adotadas. Foto: Caio Loureiro
Nesta segunda-feira (22), interessados em adotar crianças e adolescentes participaram do Curso Preparatório Psicossocial e Jurídico de Orientação para Adoção, na sede do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). O curso foi realizado em parceria entre a Corregedoria, através da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (Cejai), e a 28ª Vara Cível da Comarca da Capital - Infância e Juventude.
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Após o término da capacitação, que tem obrigatoriedade prevista em lei, os adotantes habilitados receberão um certificado e terão seu nome inscrito no Cadastro Nacional de Adoção.
O secretário da Cejai, Hamilton Ramos Azevedo, discutiu os procedimentos jurídicos envolvidos no processo e esclareceu as dúvidas dos adotantes. Ele explicou ainda, que o processo judicial de adoção é a única forma de constituir o vínculo formal com o filho adotivo.
Importância
Jussara Pacheco, coordenadora da equipe técnica da 28ª Vara Cível da Capital – Infância e Juventude, destacou a importância do curso para trazer informação às famílias que querem realizar este “ato de amor e muita coragem”.
“No começo, ficamos receosos sobre obrigar o casal a participar do curso, a 'ensinar ser pai e mãe'. Explicamos como funciona a parte jurídica, social e psicológica, assim como esse casal, ou pessoa, vai encarar a adoção. Cada vez mais, vamos amadurecendo e entendendo o quanto isso é importante para quem quer adotar”, fundamentou.
O curso preparatório também serve para mudar o perfil predominante das crianças a serem adotadas, explicou Jussara Pacheco. A assistente social destacou que a iniciativa tem permitido viabilizar a adoção tardia e de grupos de irmãos, assim como diminuir a preferência exclusiva por recém nascidos, de cor branca, do sexo feminino.
"Filho do coração"
Samaylla Dória, que esteve presente no curso com seu marido, iniciou o processo de adoção há cerca de um mês. Ela, que já frequentava abrigos antes do casamento, revela que a decisão foi tomada em conjunto e que representa um sonho antigo. O casal procura uma criança de dois a quatro anos, independentemente de sexo e cor.
“Meu esposo e eu sempre quisemos adotar. Depois de ter os filhos biológicos, teríamos os 'filhos do coração'. Ano passado engravidamos, mas, infelizmente, sofremos uma perda; e este ano, outra. Nós conversamos e decidimos acelerar este processo. Resolvemos adotar, ter nosso 'filho do coração' e, talvez, no futuro, o filho biológico. Para nós, não faz diferença alguma”, explicou.
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