Geral 22/10/2014 - 15:06:00
Comissão analisa Plano de Segurança para magistrados
Plano deve regulamentar procedimentos para o emprego de proteção individualizada em caso de ameaça

Presidente José Carlos Malta conduziu reunião que apresentou os procedimentos especiais para proteção de magistrados. Foto: Caio Loureiro Presidente José Carlos Malta conduziu reunião que apresentou os procedimentos especiais para proteção de magistrados. Foto: Caio Loureiro

      O presidente José Carlos Malta Marques, conduziu, na tarde desta quarta-feira (22), reunião da Comissão de Segurança do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). O chefe da Assessoria Militar do TJ/AL, tenente-coronel Marcus Sampaio, apresentou à Comissão o projeto para o Plano de Proteção e Assistência aos Magistrados em Situação de Risco.

      A elaboração do Plano é uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) às Comissões de Segurança dos Tribunais, também criadas por orientação do CNJ. O documento deve regulamentar os procedimentos para o emprego de proteção individualizada a juízes e desembargadores que venham a sofrer ameaças devido ao exercício da jurisdição.

      “De forma preventiva, nós determinamos à nossa Assessoria Militar que fizesse composição de um plano emergencial de garantia da incolumidade física dos nossos magistrados”, explicou o desembargador José Carlos Malta.

      Participaram da reunião os juízes Maurício Brêda, presidente do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg), e Rodolfo Osório, titular da 6ª Vara Criminal da Capital, ambos integrantes da Comissão. Os magistrados aprovaram o projeto, mas o Plano ainda terá algumas alterações e passará por votação no Pleno do Tribunal.

      Para Maurício Brêda, o Plano tratá mais tranquilidade para os magistrados e seus familiares. “A ideia principal é que o Tribunal tenha sempre, de plantão, todo o suporte para dar apoio ao magistrado que, no mínimo, sentir-se intimidado, e até efetivamente ameaçado”, esclareceu.

      Rodolfo Osório destacou que Alagoas já tinha procedimentos especiais de segurança para magistrados mesmo antes do atentado de vitimou, em 2011, a juíza Patrícia Acioli, do Rio de Janeiro. “Há alguns anos o Conselho de Segurança tem colocado imediatamente uma segurança para o juiz, quando ele relata alguma ameaça”, observou.

      “Essa Comissão é responsável não só por esse Plano, mas pela segurança de todo o Poder Judiciário, por exemplo, controle de acesso aos fóruns, com detectores de metais, cercas elétricas e circuitos de câmeras” informou o tenente-coronel Marcus Sampaio.

     

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