Geral 30/08/2006 - 18:51:18
Assessores de imprensa do Judiciário debatem democratização da TV Justiça


Presidenta do STF, ministra Ellen Gracie, quer tornar justiça acessível à população Presidenta do STF, ministra Ellen Gracie, quer tornar justiça acessível à população

     “Falar sobre a Justiça e não para a Justiça”. Esse foi o desafio lançado pela presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie Northfleet, no I Encontro Nacional da TV Justiça, ocorrido nos dias 16 e 17 deste mês, em Brasília. O encontro discutiu os novos rumos a serem seguidos pela Tv e contou com a participação de assessores de imprensa de diversas instituições do Poder Judiciário, entre elas o TJ/AL.

     Durante o evento, o secretário de comunicação do STF, Delorgel Kaiser, anunciou a concessão de um canal UHF (freqüência ultra alta), para transmissão do conteúdo informativo editado pela Justiça federal. Os programas serão disponibilizados em canal aberto para a Capital brasileira e poderão ser vistos por todos os telespectadores do país que possuírem antena parabólica.

     Conforme informação da ministra, o STF é a única Corte do mundo a realizar transmissão dos trabalhos ao vivo. “A transmissão em canal fechado, como vinha sendo feita, não é a forma mais democrática”, afirmou Ellen Grace ao demonstrar os esforços que a instituição vem fazendo no sentido de alcançar a democratização do acesso à justiça.

     Na oportunidade, foram apresentados vários painéis, entre eles o trabalho de consultoria feito para o canal; os eixos editorias definidos pela Tv (educação, prestação de serviço, cidadania e jornalismo); os projetos aprovados pelo Conselho Estratégico da TV Justiça; a transição da Tv segmentada para a Tv aberta; e a participação da TV Justiça na TV Brasil Internacional.

     O encontro proporcionou a realização de reuniões setoriais as quais definiram os representantes do Comitê Editorial da TV Justiça, que têm a função de supervisionar o conteúdo e fornecer as diretrizes de padronização visual de todo o material exibido pelo canal. A proposta é que os programas produzidos pela Tv e seus parceiros sigam os quatros eixos editoriais e tenham uma padronização visual.

     São integrantes do comitê o secretário de comunicação social do STF, Delorgel Kaiser; o coordenador da TV, Celso Fontão; o chefe do núcleo de programação da TV, Luiz Felipe Fraga; o chefe do núcleo técnico-operacional, Denílson Morales; o chefe de produção de programas, Carlos Eduardo Cunha; a chefe do núcleo de jornalismo, Christina Mendes; o representante dos tribunais, Renato Parente (assessor de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral-TSE); a representante do Ministério Público, Gisele Siqueira (assessora de comunicação da Procuradoria Geral da República); e a representante das associações judiciárias, Luciana Zanelli (assessora de comunicação da Associação dos Defensores Públicos do Rio de Janeiro-ADPERJ).

     

     No caminho da democratização

     A TV Justiça foi inaugurada dia 11 de agosto de 2002, na gestão do ministro Marco Aurélio Melo. A data foi escolhida simbolicamente em razão de nesse dia ser comemorada a criação dos cursos jurídicos no Brasil. Sua programação está voltada prioritariamente para o público não especializado em Direito, com a pretensão de mostrá-lo como chegar à Justiça e defender seus direitos. A transmissão é feita pelas operadoras de televisão por assinatura e pela TV Cultura (SP), razão pela qual tem um público bastante restrito. Com a concessão do canal anunciado pelo secretário de comunicação do STF, a Tv vai entrar em canal aberto em Brasília e poderá ser vista por todos os telespectadores brasileiros que dispuserem de antena parabólica. Essa concessão muda também o seu status, que agora se torna geradora de conteúdos, com o poder de “autorizar emissoras abertas a fazerem uso de sua programação ou parte dela, em qualquer cidade do Brasil”, explicou Delorgel Kaiser.