Judiciário dialoga com representantes dos trabalhadores rurais sem-terra
Washington Luiz prometeu conversar com o juiz responsável pela Vara de Conflitos Agrários para avaliar as reivindicações dos trabalhadores rurais
Presidente Washington Luiz recebeu os manifestantes. Foto: Anderson Moreira
O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas, recebeu, nesta quarta-feira (11), representantes dos trabalhadores rurais Sem-terra para ouvir suas reivindicações relacionadas à Vara Agrária. Pela manhã, o desembargador Tutmés Airan de Albuquerque Melo foi à Praça Deodoro e conversou com os manifestantes, que estavam em frente à sede do TJ, e viabilizou a reunião com o presidente.
Para o presidente Washington Luiz, a reunião foi proveitosa e harmoniosa. “Eles reivindicam questões da Vara Agrária, porque entendem que algumas decisões não atendem seus interesses. Prometi conversar com o doutor Claudemiro Avelino [titular da 29ª Vara Cível da Capital - Conflitos Agrários] para que observe as necessidades dos trabalhadores respeitando o cumprimento da lei”, disse o desembargador presidente.
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Para a integrante da Coordenadoria Nacional do MST, Débora Nunes, com o cumprimento das recentes decisões de reintegração de posse, muitas famílias passarão a morar nas cidades sem condições de sobrevivência digna, contribuindo para a superlotação de favelas.
“Esse foi um encontro importante porque entendemos que a luta pela terra deve ser discutida também com o Poder Judiciário. A lei tem que ser cumprida, mas precisam olhar os dois lados”, defendeu a coordenadora Débora.
Ainda pela manhã, o desembargador Tutmés Airan falou aos manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) e do Movimento Trabalho e Liberdade (MTL) que o Poder Judiciário prioriza o diálogo e que é sensível à luta dos trabalhadores.
“Entendo que os conflitos agrários tenham sido acordados na base da conversa e não há necessidade que esse método seja mudado”, explicou o desembargador ao agendar a reunião com o presidente Washington Luiz.
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