Sentença de acusado de matar mulher no Canaã deve sair ainda nesta quinta
Julgamento está sendo conduzido pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim, titular da 9ª Vara Criminal, e faz parte das atividades da 'Semana da Justiça pela Paz em Casa'
Magistrado Geraldo Amorim ouve depoimento da filha da vítima. Foto: Anderson Moreiro
O julgamento de John Carlos Nascimento da Silva, acusado de ser o mandante do assassinato de Edilene de Lima e Silva, em julho de 2012, no bairro Canaã, está sendo realizado na tarde desta quinta-feira (12), no Fórum da Capital, localizado no Barro Duro. O julgamento está sendo presidido pelo juiz titular da 9ª Vara Criminal, Geraldo Cavalcante Amorim, e faz parte das atividades da “Semana Nacional da Justiça pela Paz em Casa”, coordenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a acusação do Ministério Público Estadual (MPE), feita pelo promotor de Justiça José Antônio Malta Marques, o motivo do crime teria sido um Boletim de Ocorrência (BO) registrado pela vítima por causa do barulho provocado pelo aparelho de som de John Carlos. Ele teria se aborrecido com a presença da polícia em sua casa e, depois disso, ameaçado Edilene Silva de morte.
A defesa, por sua vez, afirma a inocência do réu e disse que a vítima não possuía um bom relacionamento com a vizinhança. O Advogado Pelópidas Argolo relatou ainda que vários BOs já havia sido registrados contra Edilene Silva, por causa de sua “personalidade instável.” Ainda segundo a defesa, seu cliente não teria condições financeiras para contratar a execução do crime.
O magistrado Geraldo Cavalcante Amorim disse que a decisão do Conselho de Sentença só deve ser proferida na noite de hoje (12), já que além da defesa e acusação, serão ouvidas cinco testemunhas.
Entenda o caso
O crime foi registrado no bairro do Canaã, em Maceió, no dia 2 de julho de 2012. Segundo o Ministério Público Estadual, a vítima teria se deslocado com a filha e a neta, de apenas dois anos, até um ponto de ônibus próximo à sua casa, por volta das 18h.
Neste dia, ela teria voltado para pegar a chave e chamou o irmão do acusado para acompanhá-la até o ponto, como de costume, mas ele se recusou. Ela foi novamente ao encontro da filha, e quando retornava para casa com a neta, um motoqueiro se aproximou e a atingiu com pelo menos oito tiros. Edilene Silva ainda teria empurrado o carrinho da neta para salvá-la.
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