Geral 18/03/2015 - 18:35:38
Júri é suspenso devido ao atraso de 5 horas no transporte do réu
Juiz Geraldo Amorim diz ser 'lamentável' adiar um julgamento por causa da demora do Sistema Penitenciário

Magistrado Geraldo Amorim informou que não há previsão para o agendamento de um novo júri. Foto: Anderson Moreira Magistrado Geraldo Amorim informou que não há previsão para o agendamento de um novo júri. Foto: Anderson Moreira

      O juiz Geraldo Cavalcante Amorim, titular da 9ª Vara Criminal da Capital, suspendeu o julgamento de José Severino da Silva, acusado de assassinar a tiros José Fabiano da Silva e atingir a companheira dele, Quitéria Lúcia do Carmo, em abril de 2004. A sessão estava marcada para as 13h desta quarta-feira (18), no Fórum da Capital, localizado no Barro Duro, mas foi adiada por causa da morosidade na locomoção do réu pelo Sistema Prisional de Alagoas.

      De acordo com o magistrado, não há previsão para o agendamento de um novo júri visto que vários processos já estão em pauta. “O fato ocorrido é lamentável. É inadmissível que um júri seja suspenso por causa de um atraso de cinco horas para trazer o réu”, declarou o juiz.

PodCast TJ/AL: Júri é suspenso devido ao atraso de 5 horas no transporte do réu

      A tese de acusação do Ministério Público Estadual (MPE), formulada pelo promotor José Antônio Malta Marques, acusa José Severino da Silva de homicídio doloso, com as qualificadoras de motivo torpe (crime praticado por vingança) e recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que ela foi assassinada enquanto dormia.

      Ainda conforme a promotoria, o acusado também será julgado por crime de lesão corporal, já que a companheira de José Fabiano da Silva foi atingida com por um tiro de raspão. Ela estava com o namorado sobre o colo quando ele recebeu o último tiro.

      “Este crime, particularmente, não se caracteriza como tentativa de homicídio, porque o acusado poderia ter matado Quitéria, mas exigiu apenas que ela mantivesse silêncio como forma de resguardar sua vida”, disse o promotor.

      O defensor público Ryldson Martins Ferreira, por sua vez, afirma que há contradições nas provas reunidas pelo MPE e alega a inocência do acusado. Ainda segundo a defesa, José Severino é réu confesso em outros crimes de homicídio e ele mesmo garante que não teria problemas em assumir este crime, caso fosse o responsável.

      Entenda o caso

      Segundo os autos do processo, as vítimas estavam dormindo em casa, no loteamento Brisa do Farol, no Tabuleiro do Martins, em Maceió, por volta de 1h, quando José Severino invadiu a residência e atingiu José Fabiano com disparos de arma de fogo. Ele não resistiu aos ferimentos. O crime ocorreu em abril de 2004.

      Em depoimento à polícia, o acusado alegou inocência e disse que a suspeita pelo assassinado recai sobre ele por causa de algumas desavenças que teve com a vítima. “O mesmo frequentava o comércio da minha sogra e arrumou muita confusão por lá. Mandei um recado pra que ele 'se acalmasse'. Ele não gostou e efetuou alguns disparos na porta da minha casa, dizendo que ia matar minha esposa e meu filho. Acho que por causa de tais fatos eu fui envolvido na sua morte”, disse o réu.

     

     Matéria referente ao processo nº 0040226-04.2009.8.02.0001

     --------------------------------------------------

     Curta a página oficial do Tribunal de Justiça (TJ/AL) no Facebook e acompanhe nossas atividades pelo Twitter. Assista aos vídeos da TV Tribunal, visite nossa Sala de Imprensa e leia nosso Clipping. Acesse nosso banco de imagens. Ouça notícias do Judiciário em nosso Podcast.