Acusado de assassinar servente continua sendo julgado no Fórum da Capital
José Rafael Costa disse que matou Paulo Aurélio dos Santos porque estava sofrendo ameaças; sentença do júri deve sair por volta das 22h desta quarta-feira (25)
Magistrado Geraldo Amorim ouve depoimento do réu José Rafael Costa. Foto: Anderson Moreira
O réu confesso José Rafael Costa, acusado de ter assassinado o servente de pedreiro Paulo Aurélio dos Santos, em março de 2011, no bairro do Benedito Bentes II, em Maceió, está sendo julgado desde a tarde de hoje (25) no Fórum da Capital, no Barro Duro. A sessão do Tribunal do Júri está sendo presidida pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim, titular da 9ª Vara Criminal da Capital.
O Ministério Público Estadual (MPE/AL), representado pelo promotor de Justiça José Antônio Malta Marques, acusa José Rafael de ter praticado homicídio doloso, com as qualificadoras motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Segundo a tese do MPE/AL, o crime teria sido motivado por causa de desentendimentos entre a vítima e o acusado, já que José Rafael teria registrado falta no ponto de entrada e saída de Paulo Aurélio. Eles prestavam serviços em uma obra de construção civil. O acusado era supervisor da vítima.
Duas semanas após a discussão, ainda conforme a promotoria, José Rafael teria chamado Paulo Aurélio em um ponto de ônibus, próximo ao canteiro de obras, e quando ele olhou para trás recebeu o primeiro tiro no rosto. “Em seguida, ele foi atingido por mais 4 tiros; dois no rosto, outro em uma das mãos, à queima-roupa, quando tentou se defender, e um último disparo na região do ouvido”, relatou o promotor.
A decisão do Conselho de Sentença deve ser proferida por volta das 22h desta quarta-feira (25).
Alegações da defesa
Diante do Júri, José Rafael disse que comprou a arma usada para matar a vítima no mesmo dia do crime, durante o horário de almoço, depois que foi ameaçado de morte por Paulo Aurélio, no ambiente de trabalho. "Ele deu três tapas nas minhas costas e disse que daquele dia eu não passaria", declarou o acusado.
Na hora da saída, o réu disse que foi ao vestiário, colocou a arma na cintura e seguiu para o ponto de ônibus. No local, ele teria tentado fazer as pazes com o colega, mas ele teria o ameaçado novamente e, por isso, o acusado efetuou os disparos. José Rafael fugiu do local depois de ter executado a vítima.
O advogado de defesa José Augusto Araújo Filho, por sua vez, ressaltou que José Rafael Costa é réu confesso e que, por isso, sustenta apenas a tese de que seu cliente foi forçado a assassinar Paulo Aurélio, em razão de ameças. A defesa disse ainda que o objetivo de seu trabalho é que o crime seja julgado como homicídio simples.
Matéria referente ao processo nº 0044102-93.2011.8.02.0001
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