Geral 27/05/2015 - 18:37:06
Escola pública do Vergel sedia palestra sobre Violência Sexual contra menores
Atividade faz parte de ação do Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE), da Esmal, e teve o comando do juiz Helestron Silva da Costa

Magistrado Helestron Silva da Costa conversou com os adolescentes sobre o tema. Foto: Anderson Moreira Magistrado Helestron Silva da Costa conversou com os adolescentes sobre o tema. Foto: Anderson Moreira

      A jovem Paula Renata Santos, de 16 anos, foi uma dos estudantes da Escola Estadual Edson dos Santos Bernardes, no Vergel do Lago, em Maceió, que assistiram à palestra da Ação de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A atividade, ministrada pelo juiz Helestron Silva da Costa, foi promovida pelo Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE), da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal), na tarde desta quarta-feira (27).

      A adolescente acredita que a sociedade precisa ser esclarecida para ajudar a Justiça no combate à violência sexual contra menores. “Aprendi que devemos conscientizar as pessoas para que esse tipo de caso seja denunciado. A violência sexual já é um absurdo, imagine quando acontece com uma criança ou uma jovem como eu. É preciso que esses agressores sejam responsabilizados criminalmente por seus atos. E isso pode ser feito com a ajuda da população, fazendo a denúncia aos órgãos competentes”, disse a estudante.

Escola pública do Vergel sedia palestra sobre Violência Sexual contra menores

     

Estudante Paula Renata Santos dá sua opinião sobre o assunto discutido

      De acordo com o palestrante, magistrado Helestron Silva da Costa, do Juizado Especial Cível e Criminal de São Miguel dos Campos, as possíveis vítimas precisam ficar atentas ao comportamento dos agressores para evitar situações de risco.

      “Geralmente o comportamento dos agressores destoam das atitudes tomadas pelos adultos que tem relação com essas crianças e adolescentes. Eles abordam, por exemplo, o tema sexo de forma explícita, sem filtro, mostram os órgãos genitais ou convidam as vítimas para atividades que fogem de suas rotinas. Observando isso, a criança ou o adolescente deve se afastar e procurar ajuda dos pais ou da escola”, alertou o juiz.

      Ainda segundo o magistrado, os pais e professores também podem detectar a violência sofrida pelos menores, que passam a se comportar de forma anormal. “Além das marcas no corpo, a vítima demonstra que está sendo ou foi violentada pelo comportamento arredio, pela queda no rendimento escolar ou até mesmo pela abordagem do tema sexo de forma exacerbada, desproporcional à sua faixa etária”, completou o palestrante.

      A coordenadora da Escola, Meiriluce da Silva, acredita que a parceria entre o Judiciário e a instituição é necessária para esclarecer os adolescentes e, com isso, reduzir o número de casos. “A palestra foi muito importante porque tratou de um tema do cotidiano e que, provavelmente, é enfrentado por vários alunos. Esses esclarecimentos abrirão caminhos para que casos de violência sejam compartilhados e denunciados pelas vítimas”, disse a educadora.

      As denúncias podem ser feitas por meio do disque 100 ou diretamente nas delegacias, conselhos tutelares, Ministério Público e unidades do Judiciário.

     

      Calendário completo

      Mais duas palestras sobre o tema serão realizadas em escolas públicas da Capital ainda nesta semana. Na quinta-feira (28), às 14h, o juiz André Gêda Peixoto Melo ministrará palestra para os estudantes da Escola Estadual Dom Adelmo Machado, localizada na rua de mesmo nome, no Vergel do Lago.

      Já a palestra que encerra o calendário de atividades da Ação de Combate à Exploração da Criança e do adolescente será comandada pela pedagoga Zirleide Moura, nesta sexta-feira (29), às 9h30, na Escola Estadual Capitão Álvaro Vitor, situada na Travessa do Cruzeiro, no Vergel do Lago.

     

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