Núcleo de Filiação do TJ oficializa guarda de 16 crianças e adolescentes
Regularização de documentos foi realizada no Fórum da Capital; psicóloga palestrou sobre a importância da guarda responsável. Veja o vídeo!
Avós regularizaram guarda dos netos nesta sexta-feira (29). Foto: Bárbara Guimarães
A vida do casal Eduardo Barbosa da Silva, de 60 anos, e Maria Lúcia da Silva, 55, ganhou um novo sentido na manhã desta sexta-feira(29). Eles e mais 15 famílias estiveram presentes no 3º Tribunal do Júri do Fórum do Barro Duro, participando de uma audiência coletiva de guarda, promovida pelo Núcleo de Promoção à Filiação (NPF) do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).
“Tenho uma filha com esquizofrenia e que não pode criar os filhos. Como avô, eu não poderia deixar meus netos serem criados por pessoas estranhas. Foi muito difícil no começo, mas agora Vinícius e Lucas recebem todo o meu amor de pai. Depois da audiência de hoje, torno legal o meu direito sobre a guarda deles”, disse Eduardo Barbosa.
| NPF regulariza guarda de 16 crianças e adolescentes durante mutirão |
O evento é realizado uma vez por ano pelo Núcleo após o trabalho de sensibilização nas escolas da rede pública sobre a importância do reconhecimento de paternidade. Com essas ações, a equipe do NPF identifica menores que estão sob os cuidados de parentes próximos e passam a acompanhar a relação entre eles para verificar se há possibilidade de oficializar a guarda.
Antes da audiência, a psicóloga do NPF, Auzeni Almeida, ministrou uma palestra para os familiares sobre a importância da guarda e o papel dos responsáveis legais na vida desses menores.
“Hoje eles puderam entender um pouco mais sobre os direitos e deveres que uma pessoa passa adquirir quando assume o papel de guardião. Esclarecemos dúvidas que vão desde o conceito de guarda até as tarefas a serem seguidas para o desenvolvimento saudável do menor”, comentou a psicóloga Auzeni.
Entre os parentes presentes, estava a rendeira Maria Aparecida Alves Pereira, que ficou com a guarda de uma criança de sua filha adotiva. Ela contou que a mãe biológica de K. V., de apenas 2 anos, se envolveu com as drogas e terminou sendo presa. Foi então que a avó optou em cuidar da criança como se fosse dela.
“Eu tentei dar uma educação exemplar a minha filha adotiva, mas perdi o controle e ela terminou em um caminho sem volta. Crio K.V. desde os três messes de vida, dou a ela os limites que não coloquei em sua mãe biológica. Saio muito feliz por poder legalizar a guarda da minha filha. Sou como uma planta e ela é a água que me dá a vida", disse a aposentada bastante emocionada.
--------------------------------------------------
Curta a página oficial do Tribunal de Justiça (TJ/AL) no Facebook e acompanhe nossas atividades pelo Twitter. Assista aos vídeos da TV Tribunal, visite nossa Sala de Imprensa e leia nosso Clipping. Acesse nosso banco de imagens. Ouça notícias do Judiciário em nosso Podcast.













