O juiz-auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), Alberto Jorge Correia de Barros Lima, abriu na manhã de hoje (15) o ciclo de palestras do XLVIII Encontro do Colégio de Corregedores-Gerais da Justiça (Encoge), discorrendo sobre ética na magistratura. Em sua explanação, o magistrado pontuou que apesar dos valores sociais em conflito nos dias atuais, as corregedorias dispõem de elementos para exigir disciplina e correção na vida particular do magistrado.
Lançando mão, como exemplo, das dificuldades que os próprios magistrados criminais enfrentam na averiguação da conduta social dos acusados, o palestrante reforçou que o julgador tem o dever de uma conduta escorreita em sua vida privada. “Esse é outro problema me parece extremante preocupante, sobretudo em razão da complexidade que reina nosso mundo. Obviamente que é complicado julgar o outro na sua vida particular, avaliar a conduta social no mundo onde os valores sociais estão em conflito, no admirável mundo novo, mas é obvio que existe um mínimo ético em que as corregedorias podem sim exigir essa disciplina e correção do juiz”.
À frente da mesa dos trabalhos, o presidente do Colégio de Corregedores-Gerais da Justiça, desembargador Luiz Antônio Araújo Mendonça, aguçou e ampliou os debates sobre ética, citando a postura que está em vias de ser adotada pela Justiça Eleitoral, no sentido de indeferir registros de candidaturas de pessoas que estejam respondendo, por exemplo, a processos de improbidade administrativa.
Ainda pela manhã, a partir das 11h, os participantes assistem à palestra “Atividade Correicional e os Fundos de Reaparelhamento do Poder Judiciário: uma necessária aproximação para garantir a autonomia financeira do Poder Judiciário”, proferida pelo chefe da Assessoria de Planejamento e Modernização do Judiciário estadual, Filipe Lôbo Gomes.













