Geral 15/05/2008 - 18:25:30
Min. Asfor Rocha apresenta dados do “Justiça Aberta”


Palesta do corregedor nacional foi prestigiada pelo ministro Gilson Dipp, também do STJ Palesta do corregedor nacional foi prestigiada pelo ministro Gilson Dipp, também do STJ

     O corregedor nacional da Justiça e vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro César Asfor Rocha, apresentou, nesta tarde, aos participantes do XLVIII Encontro do Colégio de Corregedores-Gerais da Justiça, dados colhidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a estrutura e funcionamento das serventias judiciais (cartórios) e extrajudiciais (comarcas/varas). Segundo o ministro, essas informações contribuem para que o Judiciário possa planejar sua atuação

     Os dados estão sendo obtidos junto às corregedorias estaduais dentro do projeto “Justiça Aberta”, voltado a conhecer os números do Poder Judiciário. Segundo Asfor Rocha, o projeto já contabilizou cerca de 83% dos dados e a intenção é estender o trabalho também às corregedorias regionais e assim obter um diagnóstico completo da realidade do Judiciário brasileiro.

     “Hoje percebemos que a magistratura brasileira está cada vez mais consciente e nós, do Judiciário, devemos efetivamente melhorar a nossa atuação, estabelecendo linhas estratégicas que possam importar na melhor prestação jurisdicional”, aduziu.

     O corregedor nacional aproveitou para mencionar o trabalho desenvolvido pela Comissão de Informática do CNJ, que disponibilizou a todos os Estados os equipamentos necessários para a virtualização dos processos nos juizados especiais.

     Presença

     O evento contou com a participação do ministro do STJ, Gilson Dipp, que veio prestigiar a palestra do colega. Ele elogiou o trabalho desempenhado pela corregedoria nacional para obtenção de informações completas da Justiça brasileira. “Nós [Judiciário] não nos conhecíamos, nós não tínhamos informação nenhuma nem conhecíamos os nossos tribunais, e agora o ministro César Asfor nos traz dados de números de juízes, serventias extrajudiciais, população carcerária...”, E acrescentou: “Não há gestão sem informação, não há Judiciário que produza sem informação”. Dipp destacou ainda a transparência e a abertura do Judiciário de hoje e sua contribuição para o resgate da cidadania.

     O presidente do Colégio de Corregedores-Gerais, desembargador Luiz Antônio Araújo Mendonça, também elogiou a atuação da Corregedoria Nacional de Justiça, destacando que já se observa uma diminuição do resíduo processual diante das informações obtidas pelo projeto Justiça Aberta. “Essa realidade foi idealizada e construída na gestão do ministro César Asfor Rocha, que merece nossas homenagens pela iniciativa”, pontuou.