O corregedor nacional da Justiça e vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro César Asfor Rocha, apresentou, nesta tarde, aos participantes do XLVIII Encontro do Colégio de Corregedores-Gerais da Justiça, dados colhidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a estrutura e funcionamento das serventias judiciais (cartórios) e extrajudiciais (comarcas/varas). Segundo o ministro, essas informações contribuem para que o Judiciário possa planejar sua atuação
Os dados estão sendo obtidos junto às corregedorias estaduais dentro do projeto “Justiça Aberta”, voltado a conhecer os números do Poder Judiciário. Segundo Asfor Rocha, o projeto já contabilizou cerca de 83% dos dados e a intenção é estender o trabalho também às corregedorias regionais e assim obter um diagnóstico completo da realidade do Judiciário brasileiro.
“Hoje percebemos que a magistratura brasileira está cada vez mais consciente e nós, do Judiciário, devemos efetivamente melhorar a nossa atuação, estabelecendo linhas estratégicas que possam importar na melhor prestação jurisdicional”, aduziu.
O corregedor nacional aproveitou para mencionar o trabalho desenvolvido pela Comissão de Informática do CNJ, que disponibilizou a todos os Estados os equipamentos necessários para a virtualização dos processos nos juizados especiais.
Presença
O evento contou com a participação do ministro do STJ, Gilson Dipp, que veio prestigiar a palestra do colega. Ele elogiou o trabalho desempenhado pela corregedoria nacional para obtenção de informações completas da Justiça brasileira. “Nós [Judiciário] não nos conhecíamos, nós não tínhamos informação nenhuma nem conhecíamos os nossos tribunais, e agora o ministro César Asfor nos traz dados de números de juízes, serventias extrajudiciais, população carcerária...”, E acrescentou: “Não há gestão sem informação, não há Judiciário que produza sem informação”. Dipp destacou ainda a transparência e a abertura do Judiciário de hoje e sua contribuição para o resgate da cidadania.
O presidente do Colégio de Corregedores-Gerais, desembargador Luiz Antônio Araújo Mendonça, também elogiou a atuação da Corregedoria Nacional de Justiça, destacando que já se observa uma diminuição do resíduo processual diante das informações obtidas pelo projeto Justiça Aberta. “Essa realidade foi idealizada e construída na gestão do ministro César Asfor Rocha, que merece nossas homenagens pela iniciativa”, pontuou.













