Geral 16/07/2015 - 14:24:32
Desembargador do TJ de Rondônia defende planejamento em cartórios
Marcos Alaor Diniz ministra curso na Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal); treinamento tem início nesta quinta-feira (16) e segue até sábado (18)

Desembargador Marcos Alaor. Foto: Anderson Moreira Desembargador Marcos Alaor. Foto: Anderson Moreira

      O desembargador do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ/RO), Marcos Alaor Diniz Grangeia, ministra o curso “Planejamento Estratégico para Cartórios”, de hoje (16) até sábado (18), na Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal). Em entrevista, o desembargador destacou a importância de as unidades cartorárias criarem um plano de gestão para oferecer à sociedade um serviço mais célere.

      Na opinião do desembargador, que é membro do Conselho Superior da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), houve uma melhoria significativa na prestação jurisdicional nos últimos anos. Esse avanço, no entanto, precisa continuar. “O planejamento de sucesso feito hoje não garante o sucesso de amanhã. É algo constante que precisa ser feito diariamente”, afirmou.

      Confira a entrevista:

     Diretoria de Comunicação (Dicom) - Quais as boas práticas que um cartório deve executar?

     Marcos Alaor - Um cartório hoje, para prestar um bom serviço à comunidade, tem que ter um planejamento de atuação, um planejamento estratégico para oferecer celeridade e segurança. Nós juízes não fomos treinados na faculdade nem na vida para administrar. Somos treinados para decidir processos, mas o volume de trabalho que chega aos cartórios é imenso. Então, temos que aprender a gerenciar esse volume de trabalho, a gerenciar o pessoal que trabalha no cartório e tudo isso se transfere em boas práticas se obtiver sucesso.

     Dicom - E quais os desafios para se conseguir implantar esse planejamento?

     Marcos Alaor - Aprender a fazer. Porque você precisa efetivamente priorizar algumas coisas, entender que existem demandas que podem ser decididas pela mesma forma. Você tem que olhar para os tribunais e entender que a jurisprudência precisa ser seguida, que as orientações do 2º Grau precisam ser seguidas. Tem que ter um fluxo de trabalho, de processos, de decisões adequado.

     Dicom - Que avaliação faz da gestão cartorária atual? Ainda é deficiente?

     Marcos Alaor - Nós evoluímos muito. Partimos do marco zero alguns anos atrás e hoje estamos muito avançados, mas há muito o que se fazer ainda porque o planejamento de sucesso hoje não garante o sucesso de amanhã. É algo constante que precisa ser feito diariamente.

     Dicom – É possível mudar a imagem burocrática dos cartórios com um bom planejamento estratégico?

     Marcos Alaor - É possível mudar com um bom plano e com uma boa gestão. O juiz é fundamental para isso. O servidor é fundamental para isso, assim como os advogados e os membros do Ministério Público precisam entender que essa simplificação vem em nome da celeridade

     Dicom – Um bom planejamento tem como base a capacitação dos magistrados?

     Marcos Alaor – Sim. É fundamental que haja essa capacitação. A iniciativa privada faz isso diariamente e o poder público tem que aprender a fazer isso também. Observe como é importante o papel da Escola da Magistratura, das Corregedorias e das Presidências em proporcionar aos magistrados conhecimentos para desenvolvimento de um trabalho adequado. O papel das Escolas da Magistratura em proporcionar treinamento e a vontade dos juízes em aprender são coisas que devem andar juntas.

     Dicom – O que o senhor espera passar aos participantes do curso? Quer que eles saiam com que aprendizado?

     Marcos Alaor - Esse curso fez parte da Meta 8 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de quatro anos atrás, que era capacitar oito mil magistrados no país em Administração Judiciária. Ele possibilita um momento de reflexão do juiz e da sua equipe na ideia de trabalhar, no mínimo, um plano de ação de uma parte do planejamento estratégico, para enfrentar a demanda do dia a dia. Posso fazer o meu trabalho e ser muito doloroso. Posso fazer esse mesmo trabalho com um grande prazer e a ideia é que esse planejamento estratégico proporcione ao magistrado e ao servidor a compreensão de que o que eles fazem é fundamental para a população. E esse trabalho deve ser prazeroso, em vez de ser tormentoso.

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