Na inauguração do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra Mulher, os desembargadores José Fernandes Hollanda Ferreira, presidente do TJ/AL, José Carlos Malta Marques, diretor da Esmal, e o juiz Paulo Zacarias
“Em um país em que as estatísticas apontam que a cada 15 segundos uma mulher é agredida, figurando, em 70% dos casos, o marido ou atual companheiro como agressor, desenvolver mecanismos de combate e prevenção contra essa triste realidade, longe de ser uma opção, representa uma necessidade urgente”, disse o desembargador José Fernandes de Hollanda Ferreira, presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, ao inaugurar o Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, hoje, às 10 horas, à praça Sinimbú, 119, Maceió.
“A banalização desse tipo de violência, por conta de suas inexpressivas sanções, levou à invisibilidade o crime de maior incidência no país e o único que tem perverso efeito multiplicador. Suas sequelas, das mais variadas ordens, não se restringem à pessoa da ofendida, vão além, pois comprometem todos os membros da entidade familiar, principalmente as crianças, que terão a tendência de repetir o comportamento que vivenciaram dentro de casa”, explicou o desembargador Hollanda, um dos oradores da solenidade de inauguração do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.
Violência
O juiz Paulo Zacarias, ao falar, lembrou que as mulheres, “são alvo de todas as formas de violência em sua própria resdiência”. E acentuou: “O índice de violência contra a mulher chegou a tal ponto que a Organização Mundial de Saúde fez um estudo onde revela que a cada 15 segundos uma mulher é vítima de violência doméstica”.
“Esse fenômeno da violência contra a mulher fez com que os países mais desenvolvidos do mundo se reunissem para discutir suas causas e apontar mecanismos para coibi-la, surgindo dessas discussões a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher”, completou o juiz Paulo Zacarias.
Presenças
Os desembargadores Mário Casado Ramalho - vice-presidente do TJ/AL –, Estácio Luiz Gama de Lima – presidente do TRE/AL, Washington Luiz Damasceno Freitas, José Carlos Malta Marques – diretor da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal) –, James Magalhães, a desembargadora Elisabeth Carvalho Nascimento, o presidente do Funjuris, juiz Jamil Ferreira, o juiz Pedro Mendonça, auxiliar da corregedoria-geral da Justiça, o diretor-geral do TJ/AL, José Maria Moreira Almeida Lopes, o secretário especial da presidência, Marcos Joel Nunes Marques, o diretor administrativo do TJ/AL, Cleógenes de Moura Rizzo, o sub-diretor geral, Renato Barbosa Ferreira, o diretor de Patrimônio, Alexandtre Godoy, o coordenador dos Juizados Especiais, juiz José Cícero Alves da Silva, a sub-chefe da Assesoria Militar, ten.cel Cláudia Maria da Silva, vereador Arnaldo Fontan, presidente da Câmara Municipal de Maceió, desembargador João Leite de Arruda Alencar, presidente do Tribunal Regional do Trabalho, o superintendente da Polícia Federal, José Pinto de Luna, a secretária de Estado e Assistência e Desenvolvimento Social, Solange Bentes Jurema, as deputadas estaduais Cátia Freitas, Cláudia Brandão e Flávia Cavalcante, o ten.cel. Cícero Tenório Padilha, comandante da Polícia Militar de Alagoas, o presidente da Fejal, João Sampaio, a secretária municipal de Assistência Social, Sandra Arcanjo, a secretária municipal de Promoção do Turismo, Guiomar Omena,a sra. Maristela Sampaio, presidente da Associação das mulheres da Carreira Jurídica, a sra. Marilma Gouveia Torres, do Conselho Federal da OAB/AL, a sra.Maria Aparecida da Silva, presidente do Conselho Estadual de Direitos e Defesa da Mulher, a sra.Socorro Gomes, presidente do Conselho da Condição Feminina, e a sra. Thaíza de Oliveira Costa,diretora do Centro de Atendimento às Vítimas de Violência, participaram da solenidade.













