Entidades e sociedade civil debatem sobre dependência química na Esmal
Evento, organizado pelo Fórum Permanente de Combate às Drogas em parceria com o Judiciário, abordou 'Justiça, Direitos Humanos, Dependência Química e Família'
Juiz Ney Alcântara abordou o tema “A Justiça e o dependente químico” . Foto: Anderson Moreira
“O dependente químico não deve ser tratado como marginal, bandido ou criminoso, mas sim como uma pessoa doente que precisa ser curada pelo Estado” destacou o juiz Ney Costa Alcântara de Oliveira, titular da 1ª Vara Criminal (Infância e Juventude) de Maceió ao palestrar sobre “A Justiça e o dependente químico” no 1º Seminário de “Justiça, Direitos Humanos, Dependência Química e Família”. O evento, organizado pelo Fórum Permanente de Combate às Drogas em parceria com o Judiciário, foi realizado, nesta quarta-feira (09), na sede da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal).
“Hoje nós temos cerca de 250 menores internados e 80% dessas internações tem relação com a droga. Nós reconhecemos que a maioria dos atos infracionais praticados pelos menores tem ligação com as drogas”, destacou o magistrado sobre o envolvimento dos jovens com o mundo das drogas.
O juiz Celyrio Adamastor Tenório Accioly, representante do Núcleo de Combate às Drogas do Judiciário alagoano, destacou a importância de realizar eventos que discutam essa problemática. “A intenção é de acompanhar as palestras para integrá-las nas ações do Núcleo. O tratamento para dependentes químico é necessário para a sociedade”, comentou o juiz.

Após a palestra do magistrado Ney Alcântara, o promotor de Justiça Flávio Gomes da Costa Neto abordou “A dependência química e os direitos humanos”. A psicóloga e doutora em Dependência Química Joelma Nunes falou sobre “A família e a dependência química”.
A presidente do Fórum Permanente de Combate às Drogas, Noélia Costa, explicou que o evento teve como objetivo proporcionar a troca de informações entre os participantes. “Nós direcionamos o seminário para toda a sociedade alagoana, para aqueles que querem informações sobre o que fazer com um amigo, um parente que tem problema com a dependência química. Hoje a maior parte do público é composta por profissionais que atuam diretamente nessa área, estudantes de Direito e Psicologia, além de familiares de usuários de drogas”, explicou.
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