Estudantes de Direito acompanham júri popular em faculdade de Maceió
Réu Alan Kardec, acusado de homicídio, está sendo julgado na Faculdade Maurício de Nassau; juiz John Silas da Silva preside julgamento
Promotor Marcus Mousinho, juiz Jonh Silas da Silva e servidora da 8ª Vara Criminal da Capital Barbara Guimarães
O juiz Jonh Silas da Silva, da 8ª Vara Criminal da Capital, destacou a importância da aproximação entre o Poder Judiciário e a comunidade acadêmica alagoana, na manhã desta quarta-feira (21), durante o julgamento popular do réu Alan Kardec dos Santos, acusado de homicídio na parte alta da capital alagoana. O julgamento está sendo realizado no auditório da Faculdade Maurício de Nassau, na Ponta Verde, em Maceió.
"Antigamente, os estudantes iam até o fórum mais próximo para acompanhar de perto todas as etapas de um julgamento, mas essa situação mudou. Estamos levando às faculdades toda a estrutura com o objetivo de estreitar os laços com a comunidade acadêmica, explicando aos acadêmicos o funcionamento do júri popular", destacou.
De acordo com o juiz Lucas Dória, professor integrante do Núcleo de Práticas Jurídicas da Maurício de Nassau, a iniciativa otimiza toda a teoria apresentada em sala de aula. "Os estudantes tiveram a oportunidade de entender na prática como se procede um júri, acompanhando o sorteio dos jurados, a instrução processual, o debate entre a defesa e promotoria, entre outros", explicou.

Estudantes esclarecem dúvidas sobre júri
Paulo Kazuo Nagasawa, que cursa o 8º período do Curso de Direito, explica que a oportunidade abre os horizontes dos estudantes que almejam a magistratura. "Alguns alunos nunca tiveram contato com o Judiciário e não sabem como funcionam os setores”, ressaltou.
Através da parceria que a faculdade fez com o TJ, reforçou o Paulo Kazuo, “os alunos aumentam a bagagem de conhecimento e já se preparam para o seu futuro ambiente de trabalho".
Para o universitário, André Luiz Ribeiro, a iniciativa foi positiva e vai contribuir para ampliação dos conhecimentos necessários ao seus futuro profissional.
“Hoje, ao sair deste auditório, poderei voltar às aulas com um melhor entendimento de assuntos que antes tinha dúvidas”, disse o acadêmico, momentos antes do início do júri.

Kardec é acusado de homicídio na Cidade Universitária
Segundo a denúncia do Ministério Público de Alagoas (MP/AL), o crime ocorreu no dia 24 de janeiro de 2013, quando Jamerson Thiago de Oliveira Santos seguia em sua motocicleta, no bairro Cidade Universitária, e foi seguido pelo acusado Alan Kardec dos Santos Silva, vulgo "Chacal", que se encontrava em uma outra moto com um menor.
Ao se aproximar do veículo conduzido pela vítima, o réu desferiu vários disparos de arma de fogo contra a sua cabeça. Jamerson não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O órgão ministerial pede que o acusado seja condenado por homicídio com a qualificadora do recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Na manhã desta quarta-feira, a primeira testemunha ouvida foi a companheira de Jamerson Thiago, Raíssa Carla Chavier da Silva. Ela reafirmou, em seu depoimento, não saber ao certo o motivo pelo qual seu namorado havia sido assassinado. Givaldo Cícero do Santos, pai da vítima, foi o segundo a prestar depoimento.
As testemunhas arroladas pela Defensoria Pública não compareceram ao julgamento. A sessão prossegue durante a tarde e tem a expectativa que a decisão do Conselho de Sentença seja proferida por volta das 17 horas.
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