Palestra de combate ao bullying é ministrada na Escola Municipal João Sampaio
Atividade foi promovida pelo Programa Cidadania e Justiça na Escola, da Esmal, na tarde desta quinta-feira (28), em Maceió
Juíza Juliana Batistela, do Poder Judiciário alagoano, abordou tema com estudantes. Foto: Equipe PCJE
“Procuramos conscientizar os estudantes que gentileza gera gentileza, que o bem traz o bem. Levamos uma mensagem de fé, de esperança e de amor, mesmo a gente vivendo em um mundo com muita violência, guerra e desesperança.” Esta declaração é da juíza Juliana Batistela Guimarães de Alencar, do Poder Judiciário alagoano, durante palestra sobre bullying e violência na escola ministrada para cerca de 100 estudantes da Escola Municipal João Sampaio, no Tabuleiro do Martins, em Maceió, na tarde desta quinta-feira (28).
Na atividade, promovida pelo Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE), da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal), e que é coordenado pelo juiz Hélio Pinheiro Pinto, a magistrada abordou, com uma linguagem acessível aos alunos, o conceito de bullying, as formas pelas quais ele pode se manifestar, bem como a obrigação que o estabelecimento escolar tem de adotar providência ao tomar conhecimento de casos, orientando tanto a vítima quanto o agressor.
“Tudo isso foi abordado com base no novo diploma legal, que é a Lei de Bullying (n° 13.185/2015), cuja vigência começou no início deste ano. Essa iniciativa do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), por meio da Esmal, é maravilhosa, exemplar, porque temos a função de pacificação social, e isso não deve ocorrer somente por meio de decisões judiciais e sentenças. É um trabalho bárbaro, que aproxima a Justiça da comunidade”, destacou.
Luta por um mundo mais justo é dever de todos
Além de discutir o assunto com base na legislação, Juliana Batistela procurou sensibilizar os estudantes sobre a responsabilidade de cada um na luta por um mundo mais justo. “Levamos a eles a mensagem de que o amor é a força mais poderosa que existe e que devemos ter esperança de dias melhores, mas que, para isso, também precisamos fazer nossa parte, praticando o bem. Falei aos estudantes sobre a importância de sermos agentes da paz, de sermos pessoas de bem, de não revidarmos ofensas e agressões porque, do contrário, a violência pode se perpetuar”, compartilhou.
A diretora da instituição de ensino, Regina Célia, avaliou a importância da parceria entre o município de Maceió e a Justiça alagoana. “Ficamos muito felizes com a vinda desse trabalho à escola, porque foi uma nova oportunidade de adquirir conhecimento. Além dos professores, temos, com a parceria, autoridades ensinando nossos alunos a praticar a justiça e a cidadania. Isso contribui significativamente com a atividade pedagógica.”
Ação de combate ao bullying já alcançou 500 jovens
Nesta sexta-feira (29), a temática será abordada, a partir das 8h30, com os alunos da Escola Municipal Prof. Antidio Vieira, no Trapiche. Até esta quinta-feira (27), 500 estudantes já foram alcançados pela ação de combate ao bullying e à violência na escola, que teve início na segunda-feira, em escolas públicas de Maceió.
O PCJE faz parte da Coordenação de Projetos Especiais da Esmal, que conta com mais dois projetos: Estágio e DNA. Já a Escola da Magistratura é coordenada interinamente pelo desembargador Fernando Tourinho de Omena Souza. Até o final do ano, o Programa atenderá 24 escolas públicas da Capital, graças a parceria entre o TJ/AL, a Secretaria Municipal de Educação de Maceió (Semed) e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
Tema também foi levado a estudantes do bairro Saúde
O assunto também foi discutido, na tarde dessa quarta-feira, entre a psicóloga Karina Torres Ribeiro, que atua no Núcleo de Promoção à Filiação (NPF) do Poder Judiciário de Alagoas, e cerca de 100 alunos, entre 12 e 15 anos, da Escola Municipal Neide França, no bairro Saúde.

Gildo Júnior - Dicom TJ/AL
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