Tribunal do Júri 03/05/2016 - 17:12:15
Supostos autores intelectuais de duplo homicídio são julgados em União
Crime teria sido motivado por desavenças entre as famílias dos acusados e de uma das vítimas; resultado do julgamento deve sair ainda nesta terça (3)

Julgamento está sendo conduzido pelo magistrado Antônio Rafael Casado. Julgamento está sendo conduzido pelo magistrado Antônio Rafael Casado. Foto: Caio Loureiro

O Fórum de União dos Palmares está sediando uma série de julgamentos de crimes contra a vida desde a última semana de abril. Conduzido pelo juiz Antônio Rafael Wanderley Casado, titular da 3ª Vara Criminal da Comarca, o mutirão que pautou seis júris populares tem como objetivo acelerar a tramitação processual e dar uma resposta à sociedade.

“A gente tenta imprimir essa celeridade em todos os processos aqui na Vara, temos por costume fazer pelo menos 3 júris por mês, mas há meses que não conseguimos processos suficientes para isso, recentemente, em fevereiro, conseguimos completar a marca de 100 júris realizados de 2012 pra cá, é uma marca importante. É uma forma de prestar contas da nossa atividade”, avaliou o juiz. 

Desde a manhã desta terça-feira (3), os réus Ivonete Maria Lopes, Luciana Dantas da Silva e Augusto Dantas da Silva estão sendo julgados sob a acusação de mandarem matar o jogador João Francisco Simões de Azevedo e o seu amigo Fábio de Lima Silva, no dia 30 de julho de 2006. O resultado do julgamento deve sair ainda hoje.

O crime, que aconteceu no interior de um bar da cidade, por volta das 18h30, teria sido motivado por vingança, já que os acusados acreditam que a família do jogador João Francisco estaria envolvida no assassinato de José Dantas, pai de Luciana e Ivonete. 

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MP/AL), a família “Dantas”, teria pago R$ 8 mil a Cristiano Flor da Silva, vulgo “Galego”, Claudevan Cícero da Silva, conhecido como “Van”, e Luís Carlos da Silva, o “Vigia”, para que assassinassem as vítimas. Os outros acusados de participação no crime serão julgados em outra data ainda não definida.

Alegações da defesa

O advogado de Ivonete e Luciana, Joanísio Pita de Omena Júnior, defende que os réus são inocentes e que uma das testemunhas era parente de um envolvido com o assassinato de José Dantas, pai das acusadas. “Essa testemunha tinha o interesse a todo o tempo de prejudicar as minhas clientes, daí a menção do nome delas, como se fosse uma vingança”.

Já o advogado de Augusto Dantas, Sidney Peixoto, diz que o nome do réu foi citado no depoimento de uma testemunha que é ex-genro de Augusto e que não tinha uma boa relação com o acusado.“Ele disse que ouviu da própria esposa que o pai teria dado dinheiro para que esse homicídio fosse praticado, a esposa dele textualmente deixa claro que essa conversa nunca aconteceu, e fora isso não existe ninguém que faça algum comentário que desabone a conduta dele.”


Matéria referente ao processo nº 0500009-56.2007.8.02.0056


Pedro Neto - Dicom TJ/AL

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